Coluna ‘Fogo no Parquinho’: No QG de Fábio Gusmão, cada um com seu murundu para hastear a bandeira, tentando provar que a sua é mais alta do que a do vizinho

A coluna ‘Fogo no Parquinho’, de toda sexta-feira, tem o objetivo de trazer assuntos da política local e regional.
Ao que tudo indica, o prefeito está sendo abandonado e seu palanque, ao menos no que tange aos apoios para deputados, corre o risco de ficar vazio.
Não se sabe se é uma estratégia calculada ou se, de fato, os aliados — entre secretários e vereadores — estão pulando fora do barco governista. Corre à boca miúda que, nas articulações internas, secretários que presidem partidos no município já definiram seus próprios candidatos, divergindo dos nomes apoiados pelo gestor.
O fato é que, no QG do governo Fábio Gusmão, parece reinar uma disputa de egos: cada um busca seu próprio ‘murundu’ para hastear sua bandeira, numa competição para ver quem se destaca mais. O cenário aponta para uma verdadeira desorganização, com vereadores e membros do núcleo duro do governo caminhando em direções opostas.
Entre os vereadores, as escolhas já são notórias. Há parlamentares eleitos na base do prefeito que já deixaram claro que não seguirão o gestor nesta eleição — ao menos para deputado. Se essa debandada se estender para governador e presidente, teremos a confirmação do caos interno e do profundo descontentamento da base.
Aliás, falando em aliados, muitos afirmam que não votarão nos candidatos do prefeito por estarem ligados a uma ala mais à direita. Ao fim e ao cabo, a impressão é que o barco está furado e, um a um, os tripulantes estão pulando fora, deixando o prefeito praticamente sozinho no palanque.
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