A Bahia lidera ranking de recebimento de emendas pix e concentração dos recursos ficaram em poucas cidades

Bahia, Amapá e São Paulo foram os estados que mais receberam benefícios através das chamadas emendas pix, segundo revelou a Folha de São Paulo. No levantamento, feito junto ao Portal da Transparência, a Bahia liderou o ranking, recebendo cerca de R$ 121 milhões de transferências de deputados federais e de senadores.
Conforme apurou o bahia.ba, junto ao Portal da Transparência e ao Tesouro Nacional, as cidades baianas que mais recebera esse tipo de repasse foram as cidades de Porto Seguro, com ganhos de R$ 4,5 milhões, seguida por Ilhéus, com R$ 2,9 milhões e Juazeiro, com R$ 2,5 milhões. Ainda aaprecem na lista Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas e Itabuna.
Entretanto, dos 417 municípios baianos, 142 não receberam nenhum centavo dos repasses especiais, como foi o caso das cidade de Camaçari, Pojuca, Madre de Deus, Vera Cruz e Mata de São João.
Amapá se destaca
O Amapá aparece em segundo lugar do ranking, com repasses de R$ 89 milhões destinados, sendo que R$ 53 milhões foram repassados apenas para a capital do estado, Macapá. Já o Estado de São Paulo, aparece com repasses de R$ 40 milhões, sendo o terceiro estado que mais recebeu dinheiro da modalidade.
No ranking desenvolvido pela Folha, a capital e o estado amapaense foram colocados na 2º e 4º posição, assim ficando:
- Bahia;
- Macapá;
- São Paulo;
- Amapá;
- e Mato Grosso do Sul, que recebeu R$ 33 milhões;
A dupla posição do estado nortenho foi garantida devido aos repasses promovidos pelos senadores amapaenses Randolfe Rodrigues (PT) e Lucas Barreto (PSD). O político petista é, inclusive, líder do governo Lula no Congresso Nacional.
Randolfe enviou cerca de R$ 23 milhões para o estado, enquanto Barreto tebe repasses estimados em R$ 22 milhões.
Emendas Pix
Popularmente conhecidas comio ‘emendas pix’, são repasses especiais feitos por parlamentares federais, transferidos diretamente para prefeitos e governadores para que apliquem os recursos como bem entenderem. O dinheiro é depositado diretamente na conta do ente federado sem a necessidade de intermediadores.
Uma vez debitado, fica a critérios dos chefes do executivo municipal e estadual destinar esses recursos a investimentos públicos, sem necessidade de previamente detalher para qual destino será dado para o dinheiro público.
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