Um dos assuntos comentados neste final de semana nas redes sociais foi a foto do vereador Carlos Alberto, bolsonarista raiz, vestindo uma camisa vermelha e declarando apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao deputado Rosemberg Pinto, em um evento em Itapetinga.
O vereador, para quem se recorda, era radialista em um dos programas da rádio Três Pontas FM e se declarava raivosamente antipetista e anti-Lula. O vereador também era um ferrenho crítico ao governo do prefeito Fábio Gusmão, que é apoiador do PT.
Na rádio, em seu antigo programa, o vereador criticava abertamente o governo municipal e a estrutura dos governos estadual e federal. A postagem nas redes sociais vestindo uma camisa vermelha em apoio ao deputado Rosemberg Pinto e declarando apoio ao governo do prefeito Fábio Gusmão levantou bastantes questionamentos sobre essa mudança da água para o vinho.
O vereador foi eleito no palanque da oposição, da ex-candidata a prefeita Ana Paula Dantas, e, até então, nos primeiros meses de mandato, era um crítico ao governo municipal. O vereador está sendo considerado um dos casos de neopetismo, traidor de suas pautas que antes vinham na linha do conservadorismo. Essa decisão gerará vários questionamentos do seu eleitorado, que o elegeu, e, com certeza, consequências no futuro.
Em uma das fotos, o vereador posa ao lado de um dos membros do governo municipal; no começo do ano, ele gravou um vídeo no mercado municipal sendo expulso por um grupo que era liderado justamente por esse membro do governo.
A decisão do vereador de agora ser um petista gerou diversos debates sobre vender sua cadeira no Legislativo em troca de outros benefícios, traindo suas concepções ideológicas no qual ele acreditava.
Uma coisa é certa: o caso do vereador Carlos Alberto não é único, mas, no caso dele, é o seu passado que faz a sua própria condenação. Mais para frente, vamos ver a consequência dessa decisão de vestir uma camisa vermelha e fazer o “L”.
Embora trocas de lado político não sejam inéditas, o caso de Carlos Alberto ganha contornos especiais pelo peso do seu próprio histórico. “vestir a camisa” e se alinhar ao grupo que, até pouco tempo, era seu principal alvo de críticas é no mínimo estranho.