PORTAL CRÔNICAS DE ITARANTIM – Uma loja de tarô aparece entre os estabelecimentos suspeitos de esconder o caminho do dinheiro de apostas online ilegais. Localizado em Sobradinho, no Distrito Federal, o negócio integra uma rede de empresas investigadas por movimentar R$ 739 milhões em recursos de bets clandestinas. O esquema foi alvo da Operação Azzardo, deflagrada nesta quinta-feira, 05 de novembro, pela Polícia Civil do Distrito Federal, com ações em outros cinco estados.
A loja de tarô não era um caso isolado. Clínicas psicológicas e padarias, além de dezenas de outros estabelecimentos comerciais, também aparecem na investigação. Segundo a polícia, essas empresas eram utilizadas para receber pagamentos de apostadores por Pix e redistribuir os recursos para líderes do esquema.
Algumas funcionavam em endereços fictícios ou compartilhavam telefones e sedes. Em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, dez empresas tinham o mesmo número de telefone, reforçando as suspeitas de uma estrutura montada para disfarçar a origem do dinheiro.
O esquema também envolvia uma fintech sediada na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, autorizada pelo Banco Central a operar como sociedade de crédito direto. A instituição mantinha contas utilizadas por empresas investigadas pela operação.
Ainda de acordo com a polícia, parte dos recursos era convertida em criptomoedas para dificultar o rastreamento. Movimentações financeiras relacionadas à fintech e a empresas do mesmo grupo chegaram a aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo os investigadores.
A operação mobilizou cerca de 200 policiais no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões em naome de 64 pessoas físicas e 120 empresas. Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, exploração de loteria não autorizada, falsidade ideológica, fraude eletrônica e organização criminosa. (Metro1).