A família de Juliana Marins, jovem brasileira que morreu na Indonésia após sofrer uma queda enquanto realizava uma trilha de vulcão, afirma que a equipe de resgate local foi negligente e que lutará na justiça. A queda da turista foi reportada no sábado, 21 de junho, e ela aguardou 4 dias por socorro, até ter sido retirada, já sem vida, do local nesta quarta-feira 25.
“Juliana sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate. Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado Juliana ainda estaria viva”, afirmou a família em publicação no perfil Resgate Juliana Martins no Instagram. “Juliana merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece! Não desistam de Juliana!”, completou.
Segundo matéria do Folha de São Paulo, de acordo com a família, a equipe de resgate terminou de içar o corpo de Juliana às 14h45 (horário local, madrugada no Brasil). Às 15h (horário local) começou o deslocamento da maca com o corpo dela até a entrada do parque. A perspectiva é de que esse trajeto dure cerca de oito horas.
“Felizmente, graças a Deus, a equipe conjunta da SAR finalmente conseguiu resgatar Juliana de Souza Pereira Marins”, informou o perfil da polícia local. Ainda de acordo com o órgão, o corpo da jovem será levado para o Hospital Bhayangkara Polda NTB.
Juliana havia caído no local ainda na sexta-feira (20), enquanto fazia uma trilha para alcançar o cume de um vulcão no monte Rinjani. De acordo com a família, ela teria relatado cansaço durante o trajeto, que possui duração de três dias, e o guia teria aconselhado ela a descansar enquanto o resto do grupo seguia caminhando. Sozinha, a brasileira teria caído em um local íngreme e de difícil acesso.
As equipes de busca só foram reforçadas, no entanto, após críticas da família, que chegou a criar um perfil nas redes sociais exclusivamente para tratar do caso, o que gerou comoção e repercussão nas redes sociais. Com isso, os governos da Indonésia e do Brasil se mobilizaram e anunciaram ações para tentar salvar a turista.
Juliana foi localizado apenas na segunda-feira (23), com ajuda de um drone térmico. A jovem estava presa em um penhasco rochoso e visualmente imóvel, de acordo com informações da direção do parque onde ficava a trilha. O local era de difícil acesso tanto para alpinistas quanto por helicóptero, e as buscas tiveram de ser paralisadas diversas vezes por conta do tempo ruim.