…Continuando: e há um nome que se faz necessário pontuar nesse cenário e que, curiosamente, parece ser o ponto de tensão dentro do próprio governo municipal do prefeito Fábio Gusmão: o secretário de Administração, Jailton Brito. Petista de essência, esteve na linha de frente da campanha de Lula em Itarantim — e é justamente por isso que se tornou um dos nomes mais odiados pelo núcleo bolsonarista instalado na dentro do governo.
A animosidade não é de hoje. Durante toda a caminhada eleitoral, as diferenças ficaram expostas: de um lado, o secretário e o prefeito liderando alguns movimentos em prol da reeleição de Lula; de outro, parte do primeiro escalão e gente de contrato mantendo distância, em silêncio ou em oposição declarada. A vitória de Lula pode ter selado um resultado nas urnas, mas aprofundou uma divisão interna que não passou despercebida. O que já era percebido.
E aqui fazemos uma projeção política que já circula nos bastidores: esse ódio acumulado pode ter consequências diretas já em 2028. Jailton Brito é apontado por muitos como um nome natural para disputar a sucessão municipal. E se hoje ele enfrenta resistência interna dentro da própria máquina pública, imagine quando seu nome estiver oficialmente na disputa pela Prefeitura.
O grupo bolsonarista que hoje ocupa cargos-chave dificilmente apoiará sua candidatura. Pelo contrário: tudo indica que fará oposição ferrenha, usando de toda influência que detém dentro da administração para atrapalhar seu caminho. O que estamos vendo agora pode ser apenas o ensaio de uma disputa que promete acirrar nos próximos dois anos.
O secretário e o prefeito saem fortalecidos (não podemos negar isso) com o resultado de Lula no município — e isso incomoda ainda mais seus adversários internos. A pergunta que não quer calar é: até quando um governo consegue conviver com um futuro candidato que sai fortalecido de uma eleição sendo minado por dentro pela própria equipe? O tempo dirá, mas os sinais já estão todos à mostra.