Flávio Bolsonaro ficará sem mandato e perderá foro privilegiado em 2027; entenda

Flávio Bolsonaro (PL) ficará sem mandato eletivo e perderá o foro privilegiado a partir de fevereiro de 2027, quando termina seu mandato como senador pelo Rio de Janeiro. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, ele encerrará uma trajetória de 24 anos em cargos públicos. A saída do Senado, porém, não significa que todas as investigações contra ele deixarão o Supremo Tribunal Federal (STF).
O foro privilegiado é uma regra que determina quais tribunais podem julgar determinadas autoridades em razão do cargo que ocupam. Com o fim do mandato, casos que não se enquadrem nas regras de permanência no STF poderão ser encaminhados à primeira instância da Justiça. Em 2025, o Supremo decidiu que investigações sobre crimes supostamente cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções públicas podem continuar na Corte mesmo após a saída da autoridade.
Trajetória política
Flávio entrou na política em 2003, aos 21 anos, após ser eleito deputado estadual no Rio de Janeiro. Desde então, ocupou cargos públicos por mais de duas décadas. Veja sua trajetória:
- 2003 a 2019: deputado estadual no Rio de Janeiro, após eleições em 2002, 2006, 2010 e 2014.
- 2019 a fevereiro de 2027: senador pelo Rio de Janeiro, eleito em 2018.
Em 2016, ele também disputou a Prefeitura do Rio, mas não venceu. Em 2026, concorreu à Presidência e foi derrotado por Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, segundo o TSE.
Investigações no STF
Flávio é investigado em dois casos. Um deles apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e possíveis negociações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O outro caso envolve o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo informações atribuídas à Polícia Federal, Flávio foi cadastrado como usuário de uma conta bancária ligada a Tomaz. Os investigadores buscam esclarecer o alcance desse acesso e a possível existência de vínculos econômicos entre os dois. Flávio e o advogado negam ter negócios em conjunto. As suspeitas ainda estão sob apuração e não representam comprovação de crime. (Com informações do Metro1).
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