Eduardo Bolsonaro defende envio de tropas dos EUA ao Brasil se Flávio perder eleição

Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que enviaria fuzileiros navais dos Estados Unidos ao Brasil caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), seja derrotado na eleição presidencial. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista Steven Crowder. Inicialmente em tom de brincadeira, a fala evoluiu para críticas ao sistema eleitoral brasileiro e à possibilidade de o resultado das urnas contrariar os interesses da família Bolsonaro.
Ao ser questionado sobre como reagiria a uma eventual derrota do irmão, Eduardo respondeu que seria necessário “mandar os fuzileiros navais”. A declaração provocou repercussão por mencionar a possibilidade de envolvimento militar estrangeiro em uma disputa política brasileira. Embora não tenha apresentado um plano concreto de intervenção, o ex-deputado voltou a alimentar o discurso de confronto com as instituições nacionais em meio à polarização eleitoral.
Na mesma entrevista, Eduardo defendeu que Flávio deixe o Brasil caso perca a eleição. O argumento apresentado foi o de que o senador poderia ficar mais vulnerável a investigações depois de deixar o mandato parlamentar e perder a imunidade associada ao cargo. Eduardo também mencionou uma declaração atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha, interpretando-a como uma ameaça ao irmão, mas não apresentou provas de que uma eventual derrota resultaria em perseguição política.
O ex-deputado também voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Entre as críticas, mencionou a ausência de comprovantes impressos do voto e a falta de uma contagem manual pública. Eduardo, porém, não apresentou evidências de fraude eleitoral. O sistema brasileiro é fiscalizado por diferentes instituições e entidades, e questionamentos genéricos sobre seu funcionamento não constituem comprovação de irregularidades na votação.
As declarações ganham relevância diante do histórico de contestação do bolsonarismo ao resultado das eleições de 2022 e dos ataques às instituições responsáveis pelo processo eleitoral. A referência a tropas americanas, mesmo em tom jocoso, amplia o alcance da retórica de confronto ao sugerir que uma eventual derrota poderia justificar pressões externas. A defesa da saída de Flávio do país também reforça a narrativa de que o resultado eleitoral poderia desencadear consequências judiciais para a família.
Radicado nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado por excesso de faltas e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo, em um caso relacionado à articulação de medidas americanas contra autoridades brasileiras. Jair Bolsonaro também foi condenado pelo STF pela trama golpista. Nesse contexto, a fala de Eduardo combina questionamentos sem comprovação sobre o sistema eleitoral, temor de consequências judiciais e a hipótese de afastamento do país caso Flávio não vença a disputa presidencial. (Com informações do Metro1).
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