A Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, terminou mais uma etapa com 51 prisões realizadas em diferentes regiões do estado entre os dias 24 e 27 de agosto. A ação é voltada ao combate de crimes contra crianças e adolescentes.
Além das prisões, a operação resultou na instauração de 38 inquéritos policiais, na apreensão de quatro armas e de 11 dispositivos eletrônicos. As diligências ocorreram nos municípios de Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, Paulo Afonso, Ibipitanga, Muniz Ferreira, Vitória da Conquista, Poções, Esplanada, Ilhéus e Conceição do Coité.
Ao todo, ocorreram nove prisões em Salvador e outras 42 foram realizadas no interior da Bahia. Na capital baiana, dois jornalistas, identificados como Marcos Paulo Silva Acácio e Lucas Vinícius Santos da Conceição, foram detidos. Um deles trabalhava na assessoria de comunicação de uma ONG ligada a crianças e adolescentes.
A operação também teve como um dos alvos o médico urologista Samuel Ribeiro Juncal. De acordo com as informações da investigação, Juncal é investigado por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil. O caso teria mais de cinco crianças como vítimas.
A defesa do médico negou as acusações e classificou a medida como “totalmente desnecessária e desproporcional”, argumentando que o médico sempre colaborou com os órgãos investigativos.
Segundo a Polícia Civil, entre as ordens judiciais cumpridas estão 27 prisões preventivas, duas temporárias e dez decorrentes de condenações. Outras 12 prisões ocorreram em flagrante durante as diligências.
A operação também registrou prisões em Valença, Serrinha, Jequié, Ribeira do Amparo, Iraquara, São Gonçalo dos Campos, Itororó, Presidente Tancredo Neves, Heliópolis e Cairu.
Para o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, o número de prisões representa um resultado expressivo da operação. “Os 51 presos nesta edição da Operação Brilho do Amanhã representam um resultado histórico para a segurança pública da Bahia”, afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, as prisões têm como objetivo interromper ciclos de violência, proteger possíveis vítimas e responsabilizar investigados por crimes contra crianças e adolescentes.
Os materiais apreendidos e as informações obtidas durante as diligências serão utilizados no andamento das investigações. A Polícia Civil também pretende identificar possíveis outros envolvidos e vítimas.