Coluna: “Fogo no Parquinho”, a Ilusão das ambulâncias novas

Recentemente, o Prefeito recebeu do governo do estado duas ambulâncias novinhas para o município. Uma cena digna de aplausos, não é mesmo? Mas, ao olhar mais de perto, percebemos que essa entrega é apenas a cereja do bolo em uma festa que não resolve a verdadeira crise: a situação do Hospital Regional de Itarantim.
Enquanto a prefeito se prepara para celebrar a chegada dos novos veículos, o hospital continua a ser um retrato de descaso. A população, em uníssono, reclama — e com razão. Como é possível que um governo que se intitula “cuidar de gente” e “humanizado” não busque parcerias para sanar os problemas crônicos da saúde? É como se o slogan fosse apenas uma frase bonita, sem substância.
A festa das ambulâncias é anunciada como um grande evento. Mas, enquanto isso, os pacientes internados enfrentam o calor insuportável e a falta de estrutura, com histórias que vão de desconforto a tragédias. Não adianta ter ambulâncias novas se o hospital se assemelha a um relicário de épocas passadas, onde a saúde é tratada como um detalhe secundário.
A propaganda do governo pode brilhar como fogos de artifício, mas esconde uma realidade dura e dolorosa. “Ambulância nova em garagem velha de hospital” se torna uma metáfora perfeita para o abismo entre a imagem que se quer passar e a realidade vivida pela população. O cercadinho que o governo constrói em torno dessa situação só acentua a desconexão entre o discurso e a prática.
Assim, a tônica do governo do prefeito Fábio Gusmão se revela: um espetáculo de aparências que, no fundo, não resolve o que realmente importa. Enquanto a sociedade se distrai com festas e desfiles, a saúde da população continua a padecer, clamando por atenção e cuidado.
Vamos para festa!
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