A nossa coluna ‘Fogo no Parquinho’ desta sexta-feira traz a professora Tia Dina imortalizada com seu nome no colégio

A história sempre encontrará uma forma de recompensar, retratar, valorizar e lembrar daqueles que um dia contribuíram com o povo. Por mais que alguns insistem em fazer com que a história seja esquecida.
Na nossa coluna de hoje, temos a obrigação histórica de falar sobre essa mulher: a professora Adinália Pereira de Araújo, carinhosamente conhecida como Tia Dina, já falecida.
Tia Dina agora será o nome de um grande colégio no município. O colégio de Tempo Integral que está sendo construído na BA-270, fruto da parceria entre o governo do Estado e o município, terá o nome desta grande professora de Itarantim.
Antes de falarmos sobre Tia Dina, é importante refletir sobre o nosso Brasil. Um país que passou por três momentos significativos em sua história: a colonização, o período da escravidão e a ditadura militar. Esses três períodos contribuíram de forma drástica na vida e na formação do nosso povo, influenciando sua cultura, economia, educação e sociedade em geral. Na época colonial, a luta era pela independência; durante a escravidão, a batalha era pela liberdade.
O povo não era escravo; eram escravizados que tiveram uma falsa liberdade com a chamada Lei Áurea. Eles foram excluídos do processo educacional, enquanto as escolas construídas eram destinadas exclusivamente às elites, aos filhos dos coronéis donos de engenhos de açúcar e café.
Por fim, vivemos um período sombrio sob a ditadura militar, onde a liberdade foi cerceada e muitas pessoas foram desaparecidas. A educação era um privilégio para poucos, e muitos tiveram que fugir do país para preservar suas vidas.
A professora Adinália nasceu em 1946, em Encruzilhada, no sudoeste baiano. Seus familiares viveram os tormentos da época pós-guerra e ela com certeza foi impactada pelos momentos turbulentos da história do Brasil, especialmente pela ditadura de 1964 o golpe de Estado.
Você deve estar se perguntando por que estou fazendo esse relato histórico. A verdade é que nossa cultura e educação elitizadas sempre priorizaram as elites brasileiras — os latifundiários e os detentores de grandes recursos — que geralmente são reconhecidos pela história. No entanto, é preciso fazer justiça e reconhecer aqueles que realmente contribuíram para a construção deste país.
O nome do colégio foi debatido na Câmara de Vereadores e cogitou-se homenagear o pai do prefeito da cidade. Contudo, uma portaria foi baixada pela Secretaria de Educação do Estado com a decisão de nomear o colégio em homenagem à professora Tia Dina. Esse reconhecimento histórico é uma recuperação da memória dessa educadora.
Após a divulgação dessa informação, aqui mesmo neste veículo de informação, muitas pessoas comentaram positivamente nas redes sociais sobre a escolha do nome da professora. Isso demonstra a importância dela no processo educacional do município — uma figura que poderia ter sido esquecida, mas que agora recebe merecido reconhecimento.
A história da professora Adinália é inspiradora. Ela chegou ao município ainda criança e estudou com outro professor notável no município, Estevão Araújo. Muitos beberam da fonte do seu conhecimento ao longo dos anos. Seu nome no colégio será mais uma fonte de inspiração para todos — uma mulher educadora que enfrentou muitos desafios, acredito eu, em sua trajetória na educação e dedicou sua vida ao ensino.
Agora sim! Faltava esse reconhecimento eterno para Tia Dina: uma grande mulher cuja contribuição será celebrada para sempre!
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