CONVITE AO PENSAR: SEM PEIXE NA SEMANA SANTA, O PREFEITO FÁBIO GUSMÃO NÃO ENTENDEU: “QUEM TEM FOME, TEM PRESSA”.
Na década de 90, o Sociólogo Herbert de Souza liderou uma das campanhas mais bem sucedidas contra a fome no Brasil. Betinho, como era conhecido, espalhou comitês pelos estados brasileiros e envolveu todos os seguimentos da sociedade na luta contra a fome. Em 2012, quinze anos depois de sua morte, sua história foi reconhecida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como parte importante da memória mundial.
O seu legado é vasto e, portanto, impossível não citá-lo quando o assunto é fome. Sua receita era simples porque partia da prática, da ação, e ficou sintetizada na célebre frase: “quem tem fome, tem pressa”. Com Betinho aprendemos que na guerra contra a fome só existem dois lados: o dos quem têm fome e o lado da própria fome.
Portanto, ao não distribuir o tradicional peixe da Semana Santa para as famílias carentes, o prefeito Fábio Gusmão deixou de cumprir o seu papel no enfrentamento à desigualdade social e no combate a fome em nossa cidade. Mostrou-se distante da realidade que o elegeu e não saber que o número de famílias necessitadas cresceu assustadoramente por conta da pandemia gerada pelo CORONAVÍRUS, pelo desemprego, pelo cancelamento do auxílio emergencial e pela redução drástica do Programa Bolsa Família.
Pela primeira vez e em pouco tempo de governo, a gestão do prefeito Fábio Gusmão sofreu várias críticas de forma sincronizada por negar ao povo o que sempre foi do povo, o peixe. As críticas vieram de todas as partes, inclusive das famílias carentes que não querem saber de burocracia ou de justificativas. Também vieram das redes sociais que atacaram a nova gestão com comparações como há muito tempo não víamos, e até disseram sentir saudades de antigas gestões que julgávamos superadas. Alguns vereadores principalmente de oposição, também não perdoaram a negligência do executivo e saíram em defesa das famílias carentes.
A Nota Oficial do Governo, por bem intencionada que seja, não serve de nada contra a fome e compromete ainda mais a nova gestão porque “quem tem fome, tem pressa”. Porque quando a barriga está vazia nada funciona bem e torna-se impossível entender o básico. Porque primeiro, reza o bom senso, é necessário alimentar quem tem fome e só depois esperar a compreensão desejada. Ao cancelar a compra de sete toneladas de peixe o governo do prefeito Fábio Gusmão ficou menor, porque optou em não ficar do lado dos que têm fome. E entendemos desde cedo que “o maior é sempre aquele que serve”.
De fato, o prefeito Fábio Gusmão mostrou não entender o seu papel e importância no combate a fome em nossa cidade. Mostrou não saber que em início de governo fazer a coisa certa sai mais barato do que tentar consertar a coisa errada. Por fim e mais importante, não fazer alguma coisa urgente em favor das famílias carentes pode deixar o estrago muito pior e correr o risco de perder o protagonismo para os vereadores de oposição, que são maioria.
Foto em destaque: Blog do Edyy

Por Zé Alves: *Bacharel Licenciado em Filosofia pela PUC-Minas; Filosofia da Educação pelo ISTA; Cursou dois anos de Teologia e cursos de especialização no campo da Terapia Cognitiva Comportamental.
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