A menos de dois meses dos festejos juninos, a Prefeitura de Paramirim, no Sudoeste baiano, entrou na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão recomendou a suspensão imediata de contratos firmados para apresentações artísticas no tradicional Santo Antônio de 2026, após identificar indícios de sobrepreço nos cachês e possíveis irregularidades nas contratações, como informou o blog do Rodrigo Ferraz.
A recomendação foi publicada nesta quarta-feira (13) pelo promotor de Justiça substituto Victor de Araújo Fagundes. Entre os contratos questionados estão os dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete, ambos contratados pelo valor de R$ 450 mil.
De acordo com o MP-BA, o cachê pago a Rey Vaqueiro está cerca de 60% acima da média registrada em apresentações realizadas pelo artista durante os festejos juninos da Bahia em 2025. Já no caso de Léo Foguete, a diferença apontada pelo órgão ministerial gira em torno de 28% acima dos valores praticados em outros municípios.
O Ministério Público também destacou a necessidade de maior transparência e justificativa técnica nos processos de contratação, especialmente diante do uso de recursos públicos para eventos festivos. A recomendação orienta que o município suspenda os contratos até que sejam apresentados esclarecimentos e documentos que comprovem a regularidade dos valores.
O caso repercute fortemente na região e aumenta o debate sobre os altos investimentos em atrações musicais durante o período junino, enquanto diversos municípios enfrentam dificuldades financeiras e demandas em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Até o momento, a Prefeitura de Paramirim não se pronunciou oficialmente sobre a recomendação do Ministério Público.