O secretário de Cultura, Hudson Rocha, explicou que a prefeitura de Itarantim irá responder ao Ministério Público da Bahia pela recomendação feita sobre os altos valores de quatro atrações que irão se apresentar na festa de aniversário e São João da cidade.
O que o secretário não esclareceu foram os valores dos contratos, que são elevados, especialmente no caso do cantor Eduardinho, cujo cachê em outras festas varia entre R$ 50 mil e R$ 80 mil.
O secretário ainda tentou confirmar algo que a imprensa não mencionou, mas que foi abordado pela promotora do Ministério Público. A imprensa não disse que seria cancelada a festa, o que há é apenas uma recomendação pedindo explicação de valores exorbitantes.
Em uma postagem em sua página pessoal, ele chega a zombar das matérias, mas ainda assim faz referência à recomendação do Ministério Público numa espécie zueira usando a música de uma das Atrações citadas no documento do MP.
É necessário refletir sobre os contratos das atrações, considerando que em Itarantim há várias demandas, como a situação do hospital, aS condições das ruas em alguns bairros periféricos, a questão do saneamento básico e os contratos com valores exorbitantes, que de certa forma representam um tapa na cara da sociedade, especialmente quando há tantas questões urgentes a serem resolvidas na área da saúde.
Ninguém em sã consciência é contra as festas; elas devem acontecer, pois fomentam a cultura do município e a economia local. No entanto, isso precisa ser feito com responsabilidade, sem esquecer as demandas fundamentais.
Não creio que a competência do secretário se resuma ao sarcasmo em relação à recomendação do Ministério Público, ele é muito melhor que isso. Sabemos que, de alguma forma, ele tem responsabilidade social. Porém, não podemos aceitar que, por meio de um vídeo, ele tente fazer parecer que está tudo certo na cidade e que as festas devem ocorrer a qualquer custo.
Por fim, que a festa aconteça, que seja em paz e boa, mas que também haja uma administração que atenda outras responsabilidades clamadas pelo povo que todos os dias nos meios de comunicações da cidade pedem por providências.