O cenário político de Itarantim aponta para um possível racha na base de apoio do prefeito Fábio Gusmão (PSD). A decisão de alguns vereadores de sua própria base de não acompanhar os deputados estaduais Rosemberg Pinto (PT) e federais Otto Filho (PSD) nas eleições de 2026 pode representar um duro golpe para o alinhamento político do prefeito e sangrar diretamente o deputado estadual Rosemberg Pinto.
Vereadores como Edgar Pessoa e Paulo Almeida já sinalizaram que seguirão caminhos próprios, indicando apoio a outros deputados. A situação se agravou com a saída do presidente da Câmara, Dudu dos Tutas, que, segundo informações, pode levar consigo outros vereadores que já manifestam e pode apoiar seus deputados.
Ainda há a questão das lideranças internas do governo Gusmão que não compactuam com candidaturas ligadas ao PT. A ala mais bolsonarista do prefeito, por exemplo, tende a apoiar candidatos do PL, o que pode dispersar votos importantes na cidade.
O vice-prefeito Magno Luciano se encontra em uma posição de indefinição, mas não demonstra afinidade com candidaturas petistas. Especulações sobre uma possível candidatura de Luciano à prefeitura em 2028, possivelmente sem o aval de Gusmão, ganham força. Isso porque o prefeito tem falado que o seu candidato é o secretário de Administração, Jailton Brito, como seu candidato natural para a sucessão, e Brito tem fortes laços com o PT.
No legislativo municipal, dos 11 vereadores, apenas Mauro Sérgio, Toninho Gusmão e Léo Ferreira são considerados apoiadores mais firmes dos deputados indicados por Fábio Gusmão, o que demonstra a fragilidade da base de apoio do prefeito para a próxima disputa eleitoral.