Itarantim: Se pegarmos a história de caminhadas políticas na cidade, a de Fábio Gusmão neste sábado foi fichinha

Eu vou dizer uma coisa aqui para quem lê as colunas políticas deste veículo de comunicação da cidade, e vocês podem ter absoluta certeza, especialmente aqueles que têm mais de 30 anos de idade: posso garantir que a caminhada realizada na noite deste sábado (21) pelo prefeito de Itarantim, Fábio Gusmão, que briga pela reeleição, nunca foi a maior da história política da cidade.
Para quem acompanhou a política em Itarantim nos anos 90, pôde ver caminhadas muito maiores. Nem vou mencionar a política dos anos 80, pois quero refrescar a memória com o que é mais recente: as disputas entre Gideão Matos e Ricardo Souto. Estes sim levavam gente para a rua, em um tempo em que paredões não tomavam espaço de ninguém e caminhadas não eram “sopa rala”.
E posso afirmar, mais recente, a de Paulo Construção em 2016. Quem se lembra?
Tenho a memória viva e recordo quando Ricardo Souto, prefeito por duas vezes nesta cidade, tomou as ruas com uma onda verde; avenidas e casas pareciam florestas virgens. Houve uma caminhada que saiu do bairro Senhor do Bonfim e deu a volta praticamente nas principais ruas da cidade — Tancredo Neves, Bob Kennedy — ocupando o centro, com uma multidão amontoada. Não havia falhas como se pôde notar na caminhada do prefeito neste sábado, que eles estão considerando a maior da história, mas que nunca será.
Gideão Matos prefeito por três mandatos não ficava para trás. Bairros mais periféricos e ruas do centro se coloriam de vermelho e símbolos da onça. Quem não se lembra daquele famoso encontro das duas caminhadas? Gideão levava uma multidão que metia medo pela aglomeração de gente por metros quadrados.
Eles não podem afirmar nunca que a caminhada de ontem (sábado, 21) foi a maior da história política de Itarantim, porque não foi. Eu observei cada detalhe da caminhada em imagens disponibilizadas nas redes sociais. Como disse antes, as caminhadas de Gideão e Ricardo eram repletas de gente, com apenas um trio na frente; diferente desta última, onde perdi até as contas de quantos paredões ocupavam os espaços e pude perceber diversas falhas também.
Não estou aqui fazendo proselitismo afirmando que a caminhada do prefeito não atraiu pessoas; eu estaria mentindo ao dizer que não deu gente. No entanto, acredito que se o prefeito fizer uma boa análise — especialmente quando se tem a máquina na mão e o poder financeiro — o evento decepcionou ele e seu grupo político.
Isso seria muito diferente da oposição hoje liderada por uma candidata que entrou no processo faltando praticamente dois meses. Vamos pegar como exemplo a candidata Ana Paula Dantas, que entrou na eleição após um bate-cabeça da oposição que inicialmente ficou sem nenhum candidato para a disputa. O prefeito que tenta se reeleger tem obrigação de levar uma multidão às ruas por esses fatores descritos. O evento, para mim e para muitos que conhecem um pouco da política da cidade e pelo que foi planejado, decepcionou o grupo do prefeito.
Mas, por fim, cada um conta suas histórias através de sua ótica e seu ponto de vista. Seguimos até o dia 6 de outubro…