{"id":183412,"date":"2026-09-28T14:21:29","date_gmt":"2026-09-28T17:21:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=183412"},"modified":"2026-09-28T14:29:33","modified_gmt":"2026-09-28T17:29:33","slug":"familia-denuncia-falha-grave-no-transporte-de-itarantim-apos-parto-de-risco-mae-e-bebe-esperam-mais-de-8-horas-e-recebem-carro-comum-em-vez-de-ambulancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2026\/09\/28\/familia-denuncia-falha-grave-no-transporte-de-itarantim-apos-parto-de-risco-mae-e-bebe-esperam-mais-de-8-horas-e-recebem-carro-comum-em-vez-de-ambulancia\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia denuncia falha grave no transporte de Itarantim: ap\u00f3s parto de risco, m\u00e3e e beb\u00ea esperam mais de 8 horas e recebem carro comum em vez de ambul\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Uma fam\u00edlia do munic\u00edpio de <strong>Itarantim, no M\u00e9dio Sudoeste baiano<\/strong>, viveu momentos de <strong>ang\u00fastia<\/strong> e <strong>inseguran\u00e7a<\/strong> ap\u00f3s o nascimento de um beb\u00ea, neste domingo, <strong>27 de setembro<\/strong>. A m\u00e3e, que teve <strong>gesta\u00e7\u00e3o de alto risco<\/strong> e foi submetida a cirurgia de parto no <strong>Hospital Esa\u00fa Matos, em Vit\u00f3ria da Conquista<\/strong>, ficou mais de oito horas aguardando transporte prometido pelo <strong>Hospital Regional de Itarantim.<\/strong><\/p>\n<p>Quando o ve\u00edculo chegou ao local para buscar a mulher, ao inv\u00e9s de uma <strong>ambul\u00e2ncia<\/strong>, foi enviado um ve\u00edculo particular sem nenhuma estrutura, segundo o esposo da mulher, para transportar uma <strong>pu\u00e9rpera rec\u00e9m-operada<\/strong> e um r<strong>ec\u00e9m-nascido<\/strong>. O caso levanta questionamentos sobre a destina\u00e7\u00e3o de recursos e ve\u00edculos da sa\u00fade p\u00fablica no munic\u00edpio de Itarantim.<\/p>\n<p><strong>Entenda a situa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>A gestante fez todo o acompanhamento pr\u00e9-natal em Vit\u00f3ria da Conquista, em raz\u00e3o do quadro de risco. Na semana retrasada, ap\u00f3s consulta com obstetra, foi solicitada realiza\u00e7\u00e3o de ultrassom com doppler, feito no dia 21 de setembro. No dia seguinte, retornou ao hospital, onde foi avaliada e encaminhada para cirurgia de parto \u2014 procedimento realizado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A previs\u00e3o de alta seria para a <strong>quinta-feira, 24 de setembro<\/strong>, mas o beb\u00ea apresentou glicemia baixa e precisou ficar em observa\u00e7\u00e3o. A libera\u00e7\u00e3o definitiva ocorreu somente neste domingo, 27 de setembro, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o do pediatra, por volta das 11h da manh\u00e3.<\/div>\n<div><strong>A recep\u00e7\u00e3o do Hospital Esa\u00fa Matos,<\/strong> conforme <strong>comprovado<\/strong> por registro no sistema, solicitou imediatamente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Hospital Regional de Itarantim o transporte <strong>(foto abaixo uma ambul\u00e2ncia)<\/strong> da paciente e da crian\u00e7a. Mas o <strong>tempo<\/strong> passou e nenhum ve\u00edculo <strong>apareceu<\/strong>. <strong>Por volta das 16h,<\/strong> j\u00e1 preocupado com a demora, o <strong>esposo da paciente<\/strong> conseguiu contato com funcion\u00e1rios do <strong>hospital de Itarantim,<\/strong> que inicialmente alegaram n\u00e3o ter recebido qualquer solicita\u00e7\u00e3o. De posse da confirma\u00e7\u00e3o formal \u2014 <strong>inclusive com fotografia da tela do sistema<\/strong> \u2014, ele retornou \u00e0 liga\u00e7\u00e3o, quando ent\u00e3o foi informado que o ve\u00edculo j\u00e1 teria sa\u00eddo.<\/div>\n<div><strong>\u201cPerguntei ent\u00e3o por que n\u00e3o havia chegado, j\u00e1 que fazia mais de quatro horas que teria supostamente deslocado. Fui atendido com rispidez, sem qualquer informa\u00e7\u00e3o clara\u201d, relata o esposo.<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/825271218_2632194170531148_3168733673550165095_n.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-183414 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/825271218_2632194170531148_3168733673550165095_n.jpg\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/825271218_2632194170531148_3168733673550165095_n.jpg 590w, https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/825271218_2632194170531148_3168733673550165095_n-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/825271218_2632194170531148_3168733673550165095_n-400x300.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ve\u00edculo s\u00f3 chegou <strong>por volta das 20h<\/strong>, mais de <strong>oito horas ap\u00f3s a alta m\u00e9dica<\/strong>. Mas a surpresa foi pior: <strong>ao inv\u00e9s de uma ambul\u00e2ncia, apareceu um autom\u00f3vel Gol branco, sem equipamentos, sem suporte adequado, sem cinto de seguran\u00e7a em condi\u00e7\u00f5es de uso e sem dispositivo de prote\u00e7\u00e3o para o rec\u00e9m-nascido.<\/strong><\/div>\n<div>\u201cMinha esposa havia sido submetida a uma cirurgia de risco. O beb\u00ea era rec\u00e9m-nascido. N\u00e3o havia nenhuma estrutura. Parece que demoraram de prop\u00f3sito, para chegar \u00e0 noite e passar despercebido pela fiscaliza\u00e7\u00e3o nas rodovias\u201d, desabafa o esposo da mulher.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O casal s\u00f3 chegou \u00e0 resid\u00eancia, em Itarantim, por volta das 23h \u2014 12 horas ap\u00f3s ter recebido alta m\u00e9dica, como informou para a reda\u00e7\u00e3o do portal Cr\u00f4nicas de Itarantim.<\/div>\n<div>O caso levanta questionamentos sobre a frota de <strong>ve\u00edculos da sa\u00fade do munic\u00edpio<\/strong>, frequentemente citada em declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. \u201cPara onde v\u00e3o <strong>tantas ambul\u00e2ncias<\/strong> que o munic\u00edpio ostenta ter, se na hora em que a <strong>popula\u00e7\u00e3o mais precisa, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma dispon\u00edvel?\u201d, indaga o pai da crian\u00e7a.<\/strong><\/div>\n<div>\n<p>A fam\u00edlia j\u00e1 re\u00fane toda a documenta\u00e7\u00e3o, hor\u00e1rios, nomes de quem atendeu e provas da solicita\u00e7\u00e3o formal para encaminhar den\u00fancia \u00e0 <strong>Ouvidoria do SUS, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores e ao Tribunal de Contas dos Munic\u00edpios da Bahia.<\/strong> O objetivo \u00e9 que o fato seja investigado, as responsabilidades apuradas e medidas adotadas para que outras fam\u00edlias n\u00e3o passem pela mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<p><strong>Diretor do Hospital Regional de Itarantim apresenta vers\u00e3o sobre transporte<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div>Em contato com a reda\u00e7\u00e3o do portal <strong>Cr\u00f4nicas de Itarantim<\/strong>, o diretor do Hospital Regional de Itarantim, <strong>Fabiano<\/strong>, se pronunciou sobre o caso e apresentou a vers\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. Segundo ele, a solicita\u00e7\u00e3o recebida n\u00e3o foi de ambul\u00e2ncia, mas sim de um ve\u00edculo comum.<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cFoi solicitado <strong>um carro<\/strong>, e n\u00e3o uma <strong>ambul\u00e2ncia<\/strong>. O translado poderia ser feito em carro pequeno, n\u00e3o necessariamente precisava de ambul\u00e2ncia. Tudo o que foi solicitado pelo hospital foi colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia \u2014 inclusive o translado para Vit\u00f3ria da Conquista\u201d, afirmou o diretor \u00e0 nossa reportagem.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Sobre a situa\u00e7\u00e3o do carro, sem nenhuma seguran\u00e7a, citada pela fam\u00edlia \u00e0 reportagem, o diretor do hospital afirmou que n\u00e3o tem conhecimento da situa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>A declara\u00e7\u00e3o <strong>contradiz o relato da fam\u00edlia<\/strong>, que afirma ter sido solicitado transporte adequado e considera inadequado o envio de um ve\u00edculo sem estrutura para receber uma pu\u00e9rpera rec\u00e9m-operada e um rec\u00e9m-nascido. A fam\u00edlia tamb\u00e9m questiona o tempo de espera superior a oito horas e a seguran\u00e7a do ve\u00edculo utilizado.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>A reportagem segue acompanhando o caso e permanece aberta para novos esclarecimentos.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma fam\u00edlia do munic\u00edpio de Itarantim, no M\u00e9dio Sudoeste baiano, viveu momentos de ang\u00fastia e inseguran\u00e7a ap\u00f3s o nascimento de um beb\u00ea, neste domingo, 27 de setembro. A m\u00e3e, que teve gesta\u00e7\u00e3o de alto risco e foi submetida a cirurgia de parto no Hospital Esa\u00fa Matos, em Vit\u00f3ria da Conquista, ficou mais de oito horas aguardando transporte prometido pelo Hospital Regional de Itarantim. Quando o ve\u00edculo chegou ao local para buscar a mulher, ao inv\u00e9s de uma ambul\u00e2ncia, foi enviado um ve\u00edculo particular sem nenhuma estrutura, segundo o esposo da mulher, para transportar uma pu\u00e9rpera rec\u00e9m-operada e um rec\u00e9m-nascido. 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