{"id":180816,"date":"2026-05-28T21:56:30","date_gmt":"2026-05-29T00:56:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=180816"},"modified":"2026-05-28T21:56:30","modified_gmt":"2026-05-29T00:56:30","slug":"coluna-da-semana-o-papel-dos-beneficios-na-economia-de-itarantim-um-olhar-necessario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2026\/05\/28\/coluna-da-semana-o-papel-dos-beneficios-na-economia-de-itarantim-um-olhar-necessario\/","title":{"rendered":"Coluna da semana: O papel dos benef\u00edcios na economia de Itarantim: um olhar necess\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o Nordeste brasileiro voltou a ser assunto nas discuss\u00f5es sobre economia por um motivo que chama aten\u00e7\u00e3o: ao mesmo tempo em que os repasses sociais aumentam, tamb\u00e9m cresce a dificuldade de aumentar o n\u00famero de pessoas trabalhando de carteira assinada.<\/p>\n<p>Programas como Bolsa Fam\u00edlia, aposentadorias, BPC e outros benef\u00edcios t\u00eam grande import\u00e2ncia para muitas cidades nordestinas, como \u00e9 o caso da nossa querida Itarantim. Em v\u00e1rios munic\u00edpios pequenos, boa parte do dinheiro que movimenta o com\u00e9rcio vem justamente desses pagamentos do governo.<\/p>\n<p>Em levantamentos do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social, o munic\u00edpio chegou a registrar mais de 2,3 mil fam\u00edlias beneficiadas, com repasses mensais que ultrapassaram R$ 430 mil em determinados per\u00edodos. (Servi\u00e7os e Informa\u00e7\u00f5es do Brasil)<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que uma parcela importante da economia local depende diretamente da circula\u00e7\u00e3o desses recursos. Supermercados, farm\u00e1cias, pequenos com\u00e9rcios, feiras e prestadores de servi\u00e7o acabam sendo impactados positivamente quando os pagamentos s\u00e3o realizados.<\/p>\n<p>Isso acontece porque muitas regi\u00f5es ainda enfrentam dificuldades antigas, como falta de ind\u00fastrias, poucos investimentos privados, baixa oferta de empregos e grande n\u00famero de trabalhadores informais.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, muitos moradores acabam trabalhando por conta pr\u00f3pria, fazendo \u201cbicos\u201d, vendendo produtos ou prestando servi\u00e7os sem registro em carteira.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as vagas formais n\u00e3o crescem na mesma velocidade. E isso n\u00e3o acontece apenas porque as pessoas n\u00e3o querem trabalhar com carteira assinada. O problema envolve v\u00e1rios fatores.<\/p>\n<p>Um dos principais \u00e9 o alto custo para contratar no Brasil. Al\u00e9m do sal\u00e1rio do funcion\u00e1rio, as empresas tamb\u00e9m precisam pagar impostos, encargos trabalhistas e lidar com bastante burocracia. Para pequenos empres\u00e1rios, principalmente no interior, isso acaba dificultando novas contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 a falta de desenvolvimento econ\u00f4mico em algumas regi\u00f5es. Sem grandes empresas, ind\u00fastrias ou investimentos, fica mais dif\u00edcil criar empregos formais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a falta de qualifica\u00e7\u00e3o profissional tamb\u00e9m pesa. Muitas empresas encontram dificuldade para contratar trabalhadores especializados fora dos grandes centros urbanos.<\/p>\n<p>Especialistas defendem que o crescimento dos benef\u00edcios sociais \u00e9 importante para ajudar fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e movimentar a economia local. Por outro lado, tamb\u00e9m existe a preocupa\u00e7\u00e3o sobre como gerar mais empregos formais e reduzir a depend\u00eancia econ\u00f4mica de programas sociais ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Entre as solu\u00e7\u00f5es mais discutidas est\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o da burocracia para empresas, mais investimentos, melhora na educa\u00e7\u00e3o profissional e incentivo ao empreendedorismo.<\/p>\n<p>Em cidades do interior como Itarantim, o desafio acaba sendo ainda maior: manter os benef\u00edcios que ajudam milhares de fam\u00edlias, mas ao mesmo tempo criar oportunidades para que mais pessoas consigam empregos formais, com estabilidade e crescimento profissional.<\/p>\n<p>O aumento dos repasses sociais e a dificuldade de crescimento das carteiras assinadas no Nordeste n\u00e3o t\u00eam uma \u00fanica causa. O cen\u00e1rio envolve quest\u00f5es hist\u00f3ricas, econ\u00f4micas e sociais que ainda fazem parte da realidade de muitas regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>*Por Lucas Sobrinho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o Nordeste brasileiro voltou a ser assunto nas discuss\u00f5es sobre economia por um motivo que chama aten\u00e7\u00e3o: ao mesmo tempo em que os repasses sociais aumentam, tamb\u00e9m cresce a dificuldade de aumentar o n\u00famero de pessoas trabalhando de carteira assinada. Programas como Bolsa Fam\u00edlia, aposentadorias, BPC e outros benef\u00edcios t\u00eam grande import\u00e2ncia para muitas cidades nordestinas, como \u00e9 o caso da nossa querida Itarantim. Em v\u00e1rios munic\u00edpios pequenos, boa parte do dinheiro que movimenta o com\u00e9rcio vem justamente desses pagamentos do governo. 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