{"id":164430,"date":"2024-06-19T12:17:25","date_gmt":"2024-06-19T15:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=164430"},"modified":"2024-06-19T12:17:25","modified_gmt":"2024-06-19T15:17:25","slug":"sao-joao-em-meio-a-artistas-do-arrocha-e-sertanejo-forro-perde-espaco-no-sao-joao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2024\/06\/19\/sao-joao-em-meio-a-artistas-do-arrocha-e-sertanejo-forro-perde-espaco-no-sao-joao\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o: Em meio a artistas do Arrocha e Sertanejo, Forr\u00f3 perde espa\u00e7o no S\u00e3o Jo\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"styles__Body-sc-1ffquwr-7 ePhtZb\">\n<p>Com mais de 1.200 artistas contratados, os festejos juninos j\u00e1 come\u00e7aram com muita empolga\u00e7\u00e3o\u00a0em mais de 300 munic\u00edpios da Bahia. Apesar disso, o forr\u00f3, estilo musical t\u00edpico e tradicional do per\u00edodo, n\u00e3o \u00e9 mais o protagonista. Apenas uma banda do g\u00eanero est\u00e1 entre os cinco artistas mais contratados no estado. Mastruz com Leite, banda de forr\u00f3 eletr\u00f4nico, ficou atras dos tr\u00eas artistas mais contratados: Toque Dez, Devinho Novaes, Heitor Costa, de outro ritmo baiano, o Arrocha. Fecha a lista em quinto lugar Tayrone, do mesmo g\u00eanero.<\/p>\n<p>O cach\u00ea destinado a estes artistas tamb\u00e9m fica para tr\u00e1s quando comparado a outros g\u00eaneros. Neste ano, o artista com maior cach\u00ea \u00e9 Gusttavo Lima, do sertanejo, com valor de contrato de R$1,1 milh\u00e3o, em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es. Apenas dois artistas do forr\u00f3 est\u00e3o entre os mais bem pagos: um deles \u00e9 Nattan, artista que traz o forr\u00f3, mas mistura com samba, pagode, m\u00fasica regional brasileira e trap. Wesley Safad\u00e3o, com forr\u00f3 eletr\u00f4nico, tamb\u00e9m est\u00e1 entre os mais bem pagos. Os dados s\u00e3o do Painel Junino do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia.<\/p>\n<p><strong>A cultura dan\u00e7ou?<\/strong><br \/>\nA perda da tradicionalidade e a necessidade de agradar o p\u00fablico s\u00e3o apontados pelo professor Milton Moura, doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2neas pela Universidade Federal da Bahia, como uma das principais raz\u00f5es para a falta de protagonismo do forr\u00f3. Moura avalia como um \u201cabsurdo\u201d a hipervaloriza\u00e7\u00e3o de artistas da cultura do rodeio, tradicional do eixo Minas Gerais &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; Mato Grosso do Sul, em detrimento de artistas locais. \u201cA inten\u00e7\u00e3o \u00e9 conquistar grandes p\u00fablicos, mas acaba estimulando os p\u00fablicos de pequenas cidades ou at\u00e9 do campo a acharem que o que \u00e9 bom \u00e9 o que vem de fora\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o de Milton \u00e9 compartilhada pelo pesquisador e compositor Roberto Mendes, que acredita que h\u00e1 uma falta de compromisso no Brasil como um todo com a cultura. \u201cN\u00e3o tem um estudo, uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o comportamento nacional com o S\u00e3o Jo\u00e3o, uma das festas mais populares do pa\u00eds\u201d, aponta.<\/p>\n<p><strong>Fraco comercialmente<\/strong><br \/>\nMas h\u00e1 tamb\u00e9m quem pense diferente. Por exemplo, o forrozeiro L\u00e9o Macedo, que comanda a banda Estakazero, defende que a quest\u00e3o principal n\u00e3o \u00e9 a desvaloriza\u00e7\u00e3o do forr\u00f3, mas sim a falta de artistas com grande expressividade do g\u00eanero musical. \u201cN\u00e3o h\u00e1 tantos artistas de forr\u00f3 que tenham popularidade e notoriedade. Voc\u00ea pega todos os artistas de forr\u00f3 e n\u00e3o daria conta de fazer tanta festa. \u00c9 uma quest\u00e3o matem\u00e1tica mesmo\u201d. \u00a0O problema, segundo ele, \u00e9 que g\u00eanero musical n\u00e3o est\u00e1 em um momento t\u00e3o bom comercialmente, como o piseiro, o sertanejo e o arrocha.<\/p>\n<p><strong>Forr\u00f3 no Congresso<\/strong><\/p>\n<p>Em meio a discuss\u00f5es sobre a falta do forr\u00f3 na festividade, um projeto de lei \u00a0entrou em discuss\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados no ano passado. Al\u00e9m de tentar regulamentar a destina\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos para as festas juninas, ele determina que, no m\u00ednimo, 80% da verba destinados \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de artistas e conjuntos musicais sejam usados para apresenta\u00e7\u00f5es de forr\u00f3. \u00c0 \u00e9poca, a proposta gerou repercuss\u00e3o nacional ap\u00f3s ter sua urg\u00eancia aprovada, mas sua discuss\u00e3o est\u00e1 paralisada na Casa.<\/p>\n<p>Celso Moura acredita que, caso sancionada, a legisla\u00e7\u00e3o pode ser um grande passo na valoriza\u00e7\u00e3o da cultura local. J\u00e1 L\u00e9o Macedo defende que outra alternativa seria mais interessante para a resolu\u00e7\u00e3o do problema, como a cria\u00e7\u00e3o de um cadastro e estudo detalhado sobre os artistas de Forr\u00f3 com relev\u00e2ncia hist\u00f3rica, para ajudar a formalizar esses artistas. (Com informa\u00e7\u00f5es do Metro1).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais de 1.200 artistas contratados, os festejos juninos j\u00e1 come\u00e7aram com muita empolga\u00e7\u00e3o\u00a0em mais de 300 munic\u00edpios da Bahia. Apesar disso, o forr\u00f3, estilo musical t\u00edpico e tradicional do per\u00edodo, n\u00e3o \u00e9 mais o protagonista. Apenas uma banda do g\u00eanero est\u00e1 entre os cinco artistas mais contratados no estado. Mastruz com Leite, banda de forr\u00f3 eletr\u00f4nico, ficou atras dos tr\u00eas artistas mais contratados: Toque Dez, Devinho Novaes, Heitor Costa, de outro ritmo baiano, o Arrocha. Fecha a lista em quinto lugar Tayrone, do mesmo g\u00eanero. 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