{"id":163056,"date":"2024-04-19T11:57:16","date_gmt":"2024-04-19T14:57:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=163056"},"modified":"2024-04-19T11:57:16","modified_gmt":"2024-04-19T14:57:16","slug":"economia-renda-domiciliar-avanca-37-na-bahia-mas-desigualdade-salarial-volta-a-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2024\/04\/19\/economia-renda-domiciliar-avanca-37-na-bahia-mas-desigualdade-salarial-volta-a-crescer\/","title":{"rendered":"Economia: Renda domiciliar avan\u00e7a 3,7% na Bahia, mas desigualdade salarial volta a crescer"},"content":{"rendered":"<div class=\"conteudo_post\">\n<h4>O rendimento m\u00e9dio mensal real de todas as fontes da popula\u00e7\u00e3o com algum rendimento na Bahia ficou em R$ 1.806 em 2023. Frente ao valor de 2022, quando essa renda m\u00e9dia alcan\u00e7ou R$ 1.742, houve um aumento de 3,7%. A alta deste ano foi puxada pelos sal\u00e1rios (+7,2%), que voltaram a crescer ap\u00f3s dois anos em queda<\/h4>\n<h4>O avan\u00e7o foi o segundo consecutivo registrado no per\u00edodo, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE e compilados pela Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos e Sociais da Bahia (SEI).<\/h4>\n<h4>De acordo com o levantamento, a renda m\u00e9dia total do estado no ano passado ainda estava 9,6% abaixo da verificada em 2020 (R$ 1.998) \u2014ponto mais alto da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/h4>\n<h4>Al\u00e9m disso, mesmo com o aumento da renda m\u00e9dia total entre 2022 e 2023, a Bahia caiu mais uma posi\u00e7\u00e3o no ranking nacional para esse indicador. Em 2022, o estado tinha o 3o menor rendimento m\u00e9dio de todas as fontes, entre as 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no ano seguinte passou a apresentar o 2\u00ba menor do pa\u00eds, ultrapassada por Alagoas (R$ 1.839), e ficando acima apenas do Maranh\u00e3o (R$ 1.730).<\/h4>\n<h4>O rendimento m\u00e9dio mensal real de todas as fontes engloba o sal\u00e1rio (rendimento de trabalho) e outras fontes de renda, como aposentadorias, alugu\u00e9is, aplica\u00e7\u00f5es financeiras, pens\u00f5es, doa\u00e7\u00f5es e programas sociais ou aux\u00edlios diversos pagos pelo governo. Ele \u00e9 \u201creal\u201d pois sua s\u00e9rie de valores \u00e9 \u201cinflacionada\u201d, ou seja, considera os efeitos da infla\u00e7\u00e3o.<\/h4>\n<h4>Em 2023, o valor da renda m\u00e9dia de todas as fontes na Bahia (R$ 1.806) representava menos que 2\/3 da registrada no Brasil como um todo (R$ 2.846). No pa\u00eds, tamb\u00e9m houve aumento desse valor frente a 2022 (+7,5%), sendo o maior resultado desde 2014, quando o rendimento havia sido de R$ 2.850.<\/h4>\n<h4>De 2022 para 2023, 26 dos 27 estados tiveram aumentos do rendimento m\u00e9dio de todas as fontes, com destaque para Piau\u00ed (+13,9%), Minas Gerais (+13,9%) e Goi\u00e1s (+13,8%). Sergipe (-1,6%) foi o \u00fanico a registrar queda.<\/h4>\n<h4><strong>Com aumento mais intenso entre os que ganham mais, desigualdade salarial volta a crescer<\/strong><\/h4>\n<h4>Entre 2022 e 2023, o rendimento m\u00e9dio real dos trabalhadores baianos cresceu para quase todas as faixas de recebimento, mas com maior intensidade entre os que ganhavam mais. Por isso, a desigualdade salarial voltou a crescer no estado, ap\u00f3s dois anos em queda.<\/h4>\n<h4>Na esteira desse movimento, tamb\u00e9m aumentou a desigualdade salarial por sexo. Por\u00e9m, as desigualdades por cor ou ra\u00e7a diminu\u00edram.<\/h4>\n<h4>No ano passado, os 10% de trabalhadores com os menores sal\u00e1rios m\u00e9dios, que representavam um grupo de 592 mil pessoas, tiveram uma varia\u00e7\u00e3o salarial positiva muito discreta, de 0,6%, passando de R$ 176 para R$ 177 por m\u00eas.<\/h4>\n<h4>Para a metade (50%) dos trabalhadores com menores rendimentos (2,958 milh\u00f5es de pessoas), o sal\u00e1rio m\u00e9dio teve um aumento de 2,2%, de R$ 704, em 2022, para R$ 719 em 2023. Desse grupo em diante, os aumentos foram mais significativos e se intensificavam conforme aumentava o sal\u00e1rio m\u00e9dio.<\/h4>\n<h4>Os crescimentos chegaram a 13,9% entre os 10% de trabalhadores com maiores rendimentos (592 mil pessoas, cujo sal\u00e1rio m\u00e9dio real aumentou de R$ 6.655 para R$ 7.578, entre 2022 e 2023) e a 23,4% para o 1% com maiores sal\u00e1rios (59 mil pessoas, que passaram de um rendimento de R$ 16.401 para R$ 20.236).<\/h4>\n<h4>Assim, em 2023, o \u00cdndice de Gini do rendimento habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia voltou a crescer, passando de 0,476 em 2022, o 14\u00ba mais elevado do pa\u00eds, para 0,500, o 8\u00ba maior entre as 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o. (Com informa\u00e7\u00f5es do Bahia.ba).<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"div-share\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio mensal real de todas as fontes da popula\u00e7\u00e3o com algum rendimento na Bahia ficou em R$ 1.806 em 2023. 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