{"id":156770,"date":"2023-05-21T21:40:15","date_gmt":"2023-05-22T00:40:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=156770"},"modified":"2023-05-21T21:40:15","modified_gmt":"2023-05-22T00:40:15","slug":"estudante-do-interior-da-bahia-e-aceita-em-17-universidades-internacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2023\/05\/21\/estudante-do-interior-da-bahia-e-aceita-em-17-universidades-internacionais\/","title":{"rendered":"Estudante do interior da Bahia \u00e9 aceita em 17 universidades internacionais"},"content":{"rendered":"<div class=\"er-text\">\n<p>A estudante baiana Anna Carolina Stein, de 18 anos, est\u00e1 prestes a realizar um sonho. Moradora de Serrinha, cidade do interior da Bahia, ela alcan\u00e7ou um feito impressionante ao ser aceita para estudar em 17 institui\u00e7\u00f5es de ensino superior fora do pa\u00eds. Agora, a jovem se prepara para embarcar para Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, em agosto deste ano.<\/p>\n<p>As universidades estrangeiras matriculam alunos sem aplicar os tradicionais vestibulares conhecidos no Brasil. O processo de escolha envolve an\u00e1lise curricular e de m\u00e9ritos, al\u00e9m de cartas de indica\u00e7\u00f5es emitidas por professores. Quem atender aos requisitos passa por uma prova, chamada por brasileiros de &#8220;Enem americano&#8221;, que abrange disciplinas b\u00e1sicas, como ingl\u00eas e matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Dentre as institui\u00e7\u00f5es em que Anna Carolina teve notas e curr\u00edculos aceitos, 15 s\u00e3o dos Estados Unidos, uma \u00e9 da Irlanda e outra, dos Emirados \u00c1rabes Unidos. Em entrevista ao G1, ela lembrou a trajet\u00f3ria para conseguir as aprova\u00e7\u00f5es, que incluiu trabalhos volunt\u00e1rios, al\u00e9m de uma jornada intensa de estudos.<\/p>\n<p>A baiana contou que sentiu vontade de estudar fora do pa\u00eds aos 10 anos de idade. No entanto, a serrinhense se deparou com desafios, para al\u00e9m do preparo intelectual. O principal deles era o dinheiro. Segundo ela, as ag\u00eancias de interc\u00e2mbio que prestam esse tipo de servi\u00e7o cobravam valores excessivos, chegando a quase R$ 100 mil por ano, o que estava distante da realidade financeira da fam\u00edlia dela.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cFoi um sonho que por muito tempo ficou em segundo plano, sabe? Porque nunca imaginei que pudesse realmente fazer isso sozinha, que pudesse dar certo\u201d, disse.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2020, Anna Carolina decidiu buscar op\u00e7\u00f5es mais acess\u00edveis e ingressou em uma escola preparat\u00f3ria online, criada para auxiliar quem deseja estudar fora do pa\u00eds. O servi\u00e7o re\u00fane pessoas que passaram pelo mesmo processo e ensina outros estudantes a trilhar o melhor caminho.<\/p>\n<div class=\"er-text\">\n<p>Nesse momento, Anna descobriu que para ser aceita, n\u00e3o bastava tirar notas altas e conseguir cartas de indica\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m era necess\u00e1rio realizar atividades extracurriculares. \u201cComo aqui na minha cidade n\u00e3o tinha tanas op\u00e7\u00f5es, precisei buscar em outros lugares, contei muito com a ajuda da internet. Todas foram feitas de modo virtual\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A jovem participou de v\u00e1rios cursos oferecidos pela escola preparat\u00f3ria, inclusive no per\u00edodo das f\u00e9rias do col\u00e9gio onde estudava, al\u00e9m de realizar trabalhos volunt\u00e1rios, que lhe \u201cenchem de orgulho\u201d. \u201cFoi o voluntariado que me permitiu obter a bolsa, que fez toda diferen\u00e7a para que eu pudesse ir para a faculdade nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Essa oportunidade foi concedida com base no meu impacto na comunidade\u201d, afirmou. Anna fundou o projeto \u201cRelendo Sonhos\u201d, que arrecadou e doou 130 livros para estudantes carentes de tr\u00eas cidades do interior baiano. Segundo ela, mais de 300 crian\u00e7as e adolescentes foram beneficiados pela iniciativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a serrinhense fez parte da organiza\u00e7\u00e3o C\u00e1ritas Brasil e ajudou a arrecadar alimentos, roupas e livros para comunidades rurais. Desde 2021, Anna tamb\u00e9m atua como mentora na escola preparat\u00f3ria \u201cThe Dream School\u201d. At\u00e9 o momento, ela j\u00e1 orientou cerca de 500 alunos, ajudados em revis\u00f5es de reda\u00e7\u00f5es e aulas gratuitas de ingl\u00eas, entre outras atividades.<\/p>\n<p>Apesar de todos os esfor\u00e7os, Anna ainda acreditava ser dif\u00edcil conseguir realizar o sonho de estudar fora do Brasil. Segundo ela, trata-se de \u201cuma verdadeira competi\u00e7\u00e3o\u201d, onde perfis de candidatos do mundo inteiro s\u00e3o avaliados e disputam um n\u00famero reduzido de vagas. Entre as \u201cdesvantagens\u201d citadas est\u00e1 o fato de concorrer com canadenses, norte- americanos e outros cidad\u00e3os que t\u00eam o ingl\u00eas como l\u00edngua materna, portanto, s\u00e3o fluentes, enquanto ela precisou aprender o idioma do zero.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"er-social-share-tag d-block d-sm-flex justify-content-between align-items-center\">\n<div class=\"er-social\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A estudante baiana Anna Carolina Stein, de 18 anos, est\u00e1 prestes a realizar um sonho. Moradora de Serrinha, cidade do interior da Bahia, ela alcan\u00e7ou um feito impressionante ao ser aceita para estudar em 17 institui\u00e7\u00f5es de ensino superior fora do pa\u00eds. Agora, a jovem se prepara para embarcar para Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, em agosto deste ano. As universidades estrangeiras matriculam alunos sem aplicar os tradicionais vestibulares conhecidos no Brasil. 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