{"id":155285,"date":"2023-03-22T21:33:44","date_gmt":"2023-03-23T00:33:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=155285"},"modified":"2023-03-22T21:33:44","modified_gmt":"2023-03-23T00:33:44","slug":"bahia-sete-pessoas-sao-resgatadas-em-trabalho-escravo-em-barra-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2023\/03\/22\/bahia-sete-pessoas-sao-resgatadas-em-trabalho-escravo-em-barra-grande\/","title":{"rendered":"BAHIA] Sete pessoas s\u00e3o resgatadas em trabalho escravo em Barra Grande"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-content\">\n<p>Sete trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil foram resgatados na ter\u00e7a-feira, 21, em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga a escravid\u00e3o em uma obra em Barra Grande, na Pen\u00ednsula de Mara\u00fa, litoral sul da Bahia. Um dos resgatados tem 16 anos.<\/p>\n<p>O grupo trabalhava para duas construtoras, uma com sede em S\u00e3o Paulo e outra do pr\u00f3prio munic\u00edpio, sem registro do contrato de trabalho, sem equipamento de seguran\u00e7a, instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, alojamento, fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel nem local para refei\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, trabalhavam em regime de jornadas exaustivas, acima de 52 horas semanais.<\/p>\n<p>Eles dormiam em c\u00f4modos dentro da pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o, sem portas, janelas nem camas. Foram encontrados colchonetes no ch\u00e3o. Alguns trabalhadores improvisaram dormit\u00f3rios no segundo pavimento, acessando o local por uma escada improvisada em prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, no canteiro de obras n\u00e3o existiam banheiros, n\u00e3o havia fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel e um chuveiro ao ar livre era a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para a higiene pessoal. A cozinha era improvisada dentro dos c\u00f4modos e n\u00e3o passava por higieniza\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o havia local apropriado para refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os oper\u00e1rios n\u00e3o foram submetidos a nenhum tipo de exame admissional, treinamento e n\u00e3o recebiam vestimentas de trabalho nem equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, obrigando o grupo a trabalhar sem capacetes e cal\u00e7ando sand\u00e1lias.<\/p>\n<p>Os auditores fiscais do trabalho embargaram a obra, com a paralisa\u00e7\u00e3o imediata das atividades e a retirada dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O grupo foi retirado do local de trabalho e levado para uma pousada paga pelo empregador. Nesta quarta-feira, os sete resgatados receberam o total de R$150 mil referente \u00e0s verbas rescis\u00f3rias. Eles tamb\u00e9m ter\u00e3o direito a tr\u00eas parcelas do seguro-desemprego especial.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o resgate, foi firmado um termo de ajuste de conduta emergencial, no qual os empregadores reconhecem o v\u00ednculo trabalhista e se comprometem a pagar os valores calculados para cada trabalhador.<\/p>\n<p>O MPT segue em negocia\u00e7\u00e3o com as empresas flagradas com a situa\u00e7\u00e3o de trabalho escravo para o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais individuais.<\/p>\n<p>Os resgatados seguiram para suas casas, todas em munic\u00edpios do interior do estado, onde permanecem sob acompanhamento da assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>A for\u00e7a-tarefa de resgate \u00e9 formada por representantes do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, Pol\u00edcia Federal e Secretaria de Justi\u00e7a e Direitos Humanos do Estado. (Justi\u00e7a do Interior).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sete trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil foram resgatados na ter\u00e7a-feira, 21, em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga a escravid\u00e3o em uma obra em Barra Grande, na Pen\u00ednsula de Mara\u00fa, litoral sul da Bahia. Um dos resgatados tem 16 anos. O grupo trabalhava para duas construtoras, uma com sede em S\u00e3o Paulo e outra do pr\u00f3prio munic\u00edpio, sem registro do contrato de trabalho, sem equipamento de seguran\u00e7a, instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, alojamento, fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel nem local para refei\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, trabalhavam em regime de jornadas exaustivas, acima de 52 horas semanais. Eles dormiam em c\u00f4modos dentro da pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o, sem portas, janelas nem camas. 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