{"id":137533,"date":"2021-02-15T15:40:51","date_gmt":"2021-02-15T18:40:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=137533"},"modified":"2021-02-15T15:40:51","modified_gmt":"2021-02-15T18:40:51","slug":"coronavac-estudo-mostra-eficacia-de-ate-100-em-pessoas-acima-de-60-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2021\/02\/15\/coronavac-estudo-mostra-eficacia-de-ate-100-em-pessoas-acima-de-60-anos\/","title":{"rendered":"CoronaVac: estudo mostra efic\u00e1cia de at\u00e9 100% em pessoas acima de 60 anos"},"content":{"rendered":"<div>Um\u00a0<strong>estudo<\/strong>\u00a0feito com 422 pacientes volunt\u00e1rios na China mostrou que a vacina contra a COVID-19, a\u00a0<strong>CoronaVac<\/strong>\u00a0produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmac\u00eautica chinesa Sinovac, demonstra\u00a0<strong>efic\u00e1cia<\/strong>\u00a0e efici\u00eancia em detectar\u00a0<strong>anticorpos<\/strong>\u00a0em pessoas\u00a0<strong>acima de 60 anos<\/strong>\u00a0que tomaram as duas doses.<\/p>\n<p>A faixa et\u00e1ria estudada foi de m\u00e9dia de idade de 65,8 anos e 66,8 anos. A pesquisa foi publicada na revista cient\u00edfica\u00a0<strong>The Lancet Infectious Diseases<\/strong>\u00a0em 3 de fevereiro de 2021.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esse \u00e9 o primeiro artigo que aponta resultados da CoronaVac em\u00a0<strong>idosos<\/strong>, um dos grupos mais suscet\u00edveis a complica\u00e7\u00f5es do novo coronav\u00edrus. Os dados publicados na Lancet, contam com a revis\u00e3o de diversos cientistas, e \u00e9 um passo importante para a confian\u00e7a na efici\u00eancia do imunizante.<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o, os resultados das fases 1 e 2 mostram que a CoronaVac \u00e9 bem tolerada e doses de 3 microgramas s\u00e3o suficientes para desencadear a resposta imune em idosos.<\/p><\/div>\n<div>\n<div>Na primeira fase, 72 pacientes com idade m\u00e9dia de 65,8 anos receberam vacina\u00e7\u00e3o divididos em dois grupos. Um grupo tomou uma dose mais baixa e outro uma dose mais alta da vacina. Outras 24 pessoas tomaram placebo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No grupo que tomou doses mais baixas, houve 100% de soroconvers\u00e3o, ou seja, todos os 24 pacientes que tomaram a vacina tiveram anticorpos detect\u00e1veis.<\/p>\n<p>J\u00e1 no grupo que recebeu doses mais altas, 23 pacientes dos 24, desenvolveram anticorpos representando 95,7% dos casos ap\u00f3s as duas doses. Pessoas que tomaram placebo 0%.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na segunda fase, 350 pacientes com idade m\u00e9dia de 66,6 anos receberam as doses da CoronaVac. Outras 50 pessoas tomaram placebo. Houve soroconvers\u00e3o em 88 pessoas dos 97 que receberam as doses mais baixas. Para as doses mais altas, 96 pessoas desenvolveram os anticorpos dentre as 98 testadas, sendo 90,7% de efic\u00e1cia.<\/div>\n<div>\n<div>No grupo que recebeu doses intermedi\u00e1rias, houve 98% de soroconvers\u00e3o com 96 dos 98 pacientes desenvolvendo anticorpos. No grupo com doses altas 97 dos 98 converteram para 99% de efic\u00e1cia. Pessoas que tomaram placebo, 0%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As doses aplicadas nos volunt\u00e1rios foram de 1,5 micrograma, 3 microgramas e 6 microgramas da CoronaVac.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Todas as rea\u00e7\u00f5es adversas foram leves ou moderadas, sendo que a dor no local da aplica\u00e7\u00e3o foi a principal relatada em 9% dos 421 participantes. Oito eventos adversos considerados mais graves (2%) foram relatados, mas n\u00e3o relacionados com a vacina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o m\u00e9dico coordenador do LabCovid (laborat\u00f3rio credenciado pela Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Jos\u00e9 Cherem, a conclus\u00e3o desse estudo atesta que a CoronaVac \u00e9 bem tolerada e duas doses de 3 microgramas foram suficientes para desencadear a resposta imune ap\u00f3s 28 dias.<\/p>\n<p>\u201cDe maneira geral, o aparecimento de anticorpos sugere fortemente imunidade contra a doen\u00e7a. Esse estudo demonstra o desenvolvimento dos anticorpos em idosos, associado a baixos efeitos colaterais com seguran\u00e7a. O acompanhamento dessa e de qualquer outra vacina contra a COVID-19, devem continuar sendo alvo de acompanhamento para determina\u00e7\u00e3o precisa de sua efici\u00eancia, ou seja, necessitam passar pelo crivo do tempo\u201d, explica Cherem.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda segundo o coordenador do LabCovid, a regra \u00e9 que quem desenvolve os anticorpos n\u00e3o adoece. \u201cO grande questionamento agora \u00e9 por quanto tempo esses anticorpos permanecem no organismo\u201d, pontua Jos\u00e9 Cherem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa completa pode ser acessada neste\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/laninf\/article\/PIIS1473-3099(20)30987-7\/fulltext\" target=\"blank\">link<\/a>.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Estado de Minas (EM)<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um\u00a0estudo\u00a0feito com 422 pacientes volunt\u00e1rios na China mostrou que a vacina contra a COVID-19, a\u00a0CoronaVac\u00a0produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmac\u00eautica chinesa Sinovac, demonstra\u00a0efic\u00e1cia\u00a0e efici\u00eancia em detectar\u00a0anticorpos\u00a0em pessoas\u00a0acima de 60 anos\u00a0que tomaram as duas doses. A faixa et\u00e1ria estudada foi de m\u00e9dia de idade de 65,8 anos e 66,8 anos. A pesquisa foi publicada na revista cient\u00edfica\u00a0The Lancet Infectious Diseases\u00a0em 3 de fevereiro de 2021. Esse \u00e9 o primeiro artigo que aponta resultados da CoronaVac em\u00a0idosos, um dos grupos mais suscet\u00edveis a complica\u00e7\u00f5es do novo coronav\u00edrus. 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