{"id":137262,"date":"2021-02-04T11:30:56","date_gmt":"2021-02-04T14:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/?p=137262"},"modified":"2021-02-04T11:33:06","modified_gmt":"2021-02-04T14:33:06","slug":"retalhos-de-uma-historia-uma-casa-na-rua-manoel-novaes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/2021\/02\/04\/retalhos-de-uma-historia-uma-casa-na-rua-manoel-novaes\/","title":{"rendered":"Retalhos de uma hist\u00f3ria: Uma casa na rua Manoel Novaes"},"content":{"rendered":"<p>Entre os anos de 1998 e 2001, numa casa na rua Manoel Novaes, centro de Itarantim, acontecia uma grande experimenta\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado jornal\u00edsticos e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas municipais.<\/p>\n<p>Naquele ambiente, fora montado (para a \u00e9poca) uma sofisticada oficina criativa, de onde era produzido um jornal impresso (<strong>Folha do Interior<\/strong>) que circulava quinzenalmente, tamb\u00e9m, materiais de \u00e1udio e, timidamente, conte\u00fados de v\u00eddeos. Aquele movimento era a evolu\u00e7\u00e3o de outro momento na forma de se produzir comunica\u00e7\u00e3o social, a partir de 1995, com o peri\u00f3dico <strong>For\u00e7a de Opini\u00e3o<\/strong> (sobre o qual falarei noutra ocasi\u00e3o).<\/p>\n<p>\u00c9ramos um conjunto de jovens envolvidos numa atmosfera mais de resist\u00eancia; jovens mergulhados nos mais entusiasmados sentimentos de oferecer outras possibilidades nos horizontes pol\u00edticos, em combate direto para evitar o retorno da desagrega\u00e7\u00e3o social, promovida pela pol\u00edtica de mandonismo, atrav\u00e9s da trucul\u00eancia numa pr\u00e1tica que n\u00e3o mais condizia com os tempos que se anunciavam no aurorescer de um novo s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Para idealizar o futuro, ali, nos dedic\u00e1vamos ao questionamento direto com muita coragem, personalidade e determina\u00e7\u00e3o. O furor da juventude fazia com que n\u00e3o calcul\u00e1ssemos os riscos mais eminentes. E foram muitos! Contudo, ainda que combativos, sem nunca misturar pessoa e pol\u00edtica. Em nenhum momento desrespeitamos a individualidade.<\/p>\n<p>A casa na rua Manoel Novaes, posso crer, foi uma grande escola para todos n\u00f3s. Por l\u00e1 aprend\u00edamos, mais com a vontade e determina\u00e7\u00e3o, do que com as regras formais pr\u00e9-estabelecidas. Era mais um movimento de resist\u00eancia de jovens desafiadores e dotados de capacidades sem pretens\u00e3o para o est\u00fapido hero\u00edsmo. A a\u00e7\u00e3o do pensamento era direta, sem a \u2018roda gigante\u2019 do falso intelectualismo determinante, f\u00fatil e arrogante. Ainda que, diante riscos e dificuldades, \u00e9ramos resilientes a sermos quase inconsequentes. Naquela casa, estavam: Atevaldo Fonseca, respons\u00e1vel pela revis\u00e3o textual e reda\u00e7\u00e3o; J\u00fanior Carvalho, na maquinaria do suporte t\u00e9cnico e transporte; Marinalva Paiva; articuladora da publicidade, assinaturas e distribui\u00e7\u00e3o; Jo\u00e3o Salom\u00e3o, ancora dos conte\u00fados de \u00e1udio; Augusto MT, arte e designer; Mauro S\u00e9rgio iniciando sua vivencia de comunicador e participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; Ana Paula, secretariando, e eu, transitando e aprendendo entre eles. E, o mais magnifico, para garantir a firma\u00e7\u00e3o social do projeto, as presen\u00e7as dos mestres (in memoriam), Z\u00e9 de Ciriaco e Wandick Mota (Kiiripa). O octogen\u00e1rio Z\u00e9 de Ciriaco tinha uma coluna fixa: <strong>Testemunha da Hist\u00f3ria. <\/strong>Enquanto o arte-cidad\u00e3o Kirripa, gritava poesias cortantes e doloridas.<\/p>\n<p>Certa ocasi\u00e3o, recebemos a visita do correspondente do jornal <strong>A Tarde<\/strong>, Jeremias Mac\u00e1rio, que nos disse, ser aquela uma reda\u00e7\u00e3o de trincheira. Dali saiam os fotolitos para impress\u00e3o e \u00e1udios para ser masterizados em Itapetinga e Vit\u00f3ria da Conquista. (Ops) tivemos at\u00e9 uma r\u00e1dio pirata, hein, Jun\u00e3o!<\/p>\n<p>Foi assim numa casa na rua Manoel Novaes; um momento de luta e resist\u00eancia \u2014, isso me orgulha. Daquela casa, surgiram profissionais que elevaram a cidadania: educadores, comunicadores, t\u00e9cnicos e artistas que, se um dia lembrados e compreendidos, poder\u00e3o servir de inspira\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o para outros, quem sabe, os de hoje, respons\u00e1veis pela continuidade da marcha humana na unidade territorial brasileira e baiana, chamada Itarantim.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00ednhamos as facilidades tecnol\u00f3gicas e de mobilidade como agora. Era uma experimenta\u00e7\u00e3o que dependia de entregas e desafios. Portanto, com esse relato de mem\u00f3ria, sinalizo aos departamentos de comunica\u00e7\u00e3o social do governo municipal, da c\u00e2mara de vereadores e do poder judici\u00e1rio, quanto a sensibilidade e import\u00e2ncia dos ve\u00edculos que produzem conte\u00fados de informa\u00e7\u00e3o e not\u00edcia. Essas novas ferramentas s\u00e3o essenciais para a forma\u00e7\u00e3o da cidadania. Para isso, seus respons\u00e1veis e produtores precisam de aten\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e, por direito, financiamento. Observem em suas disposi\u00e7\u00f5es or\u00e7amentarias para a promo\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es; estabele\u00e7am cotas e fa\u00e7am uma distribui\u00e7\u00e3o justa. Pois, no romper do tempo, hoje, no munic\u00edpio de Itarantim, funcionam m\u00eddias digitais e emissoras de r\u00e1dio que expressam o sentimento coletivo atrav\u00e9s de seus comunicadores. Profissionais que trabalham e precisam garantir seguran\u00e7a e renda para continuarem como instrumentos de not\u00edcias onde a comunidade possa se sentir parte da informa\u00e7\u00e3o para sua forma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong>EM NOTA<\/strong>: A imagem que ilustra esse artigo (https:\/\/goo.gl\/maps\/EYJru4xUAhZr5jLB8), apesar das mudan\u00e7as em sua fachada, mant\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o original da casa citada nesse relato textual.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>De S\u00e3o Paulo, 04 de fevereiro do Ano da Gra\u00e7a de 2021, <strong>J Rodrigues Vieira<\/strong>, para o Cr\u00f4nicas de Itarantim.<\/p>\n<div id=\"attachment_137265\" style=\"width: 122px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-137265\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-137265\" src=\"http:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/AAEAAQAAAAAAAAYvAAAAJDE2MDgyOTcxLTEzYWUtNGE0My05Yjc0LThkMzYzOWJhMThhYg.jpg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"112\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/AAEAAQAAAAAAAAYvAAAAJDE2MDgyOTcxLTEzYWUtNGE0My05Yjc0LThkMzYzOWJhMThhYg.jpg 203w, https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/AAEAAQAAAAAAAAYvAAAAJDE2MDgyOTcxLTEzYWUtNGE0My05Yjc0LThkMzYzOWJhMThhYg-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/AAEAAQAAAAAAAAYvAAAAJDE2MDgyOTcxLTEzYWUtNGE0My05Yjc0LThkMzYzOWJhMThhYg-130x130.jpg 130w\" sizes=\"(max-width: 112px) 100vw, 112px\" \/><p id=\"caption-attachment-137265\" class=\"wp-caption-text\">J Rodrigues Vieira \u00e9 escritor ficcionista \u2013 Membro da Uni\u00e3o Brasileira dos Escritores (inscri\u00e7\u00e3o 4454), autor de 1 trilogia, 4 romances, 2 contos e 1 noveleta.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os anos de 1998 e 2001, numa casa na rua Manoel Novaes, centro de Itarantim, acontecia uma grande experimenta\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado jornal\u00edsticos e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas municipais. Naquele ambiente, fora montado (para a \u00e9poca) uma sofisticada oficina criativa, de onde era produzido um jornal impresso (Folha do Interior) que circulava quinzenalmente, tamb\u00e9m, materiais de \u00e1udio e, timidamente, conte\u00fados de v\u00eddeos. Aquele movimento era a evolu\u00e7\u00e3o de outro momento na forma de se produzir comunica\u00e7\u00e3o social, a partir de 1995, com o peri\u00f3dico For\u00e7a de Opini\u00e3o (sobre o qual falarei noutra ocasi\u00e3o). \u00c9ramos um conjunto de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":137263,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[308],"tags":[729,730,431],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137262"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137262"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":137267,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137262\/revisions\/137267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cronicasdeitarantim.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}