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	<title>Opinião &#8211; CRÔNICAS DE ITARANTIM \\ Noticias da Região!</title>
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	<title>Opinião &#8211; CRÔNICAS DE ITARANTIM \\ Noticias da Região!</title>
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		<title>Coluna de sexta-feira: &#8216;Fogo no Parquinho&#8217;. Itarantim sob o peso da omissão: a cidade está sem comando?</title>
		<link>https://www.cronicasdeitarantim.com.br/v1/2026/08/07/coluna-de-sexta-feira-fogo-no-parquinho-itarantim-sob-o-peso-da-omissao-a-cidade-esta-sem-comando/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 20:10:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Itarantim está hoje sem prefeito.&#8221; Essa é a frase que mais se ouve pelas ruas da cidade. E, como formadores de opinião, devemos tratar esse assunto com extremo cuidado e responsabilidade. Quando se diz que o cargo está &#8220;vacante&#8221;, não é um exagero retórico; é a tradução da realidade vivida pela gestão municipal. Vídeos recentes, amplamente divulgados nas redes sociais, mostram o prefeito Fábio Gusmão em situações de embriaguez. Embora tais cenas possam arrancar aplausos de quem está ao seu redor, não trazem conforto a familiares, amigos e cidadãos que, de fato, se preocupam com o ser humano por trás [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Itarantim está hoje sem prefeito.&#8221; Essa é a frase que mais se ouve pelas ruas da cidade. E, como formadores de opinião, devemos tratar esse assunto com extremo cuidado e responsabilidade.</p>
<p>Quando se diz que o cargo está &#8220;vacante&#8221;, não é um exagero retórico; é a tradução da realidade vivida pela gestão municipal. Vídeos recentes, amplamente divulgados nas redes sociais, mostram o prefeito Fábio Gusmão em situações de embriaguez.</p>
<p>Embora tais cenas possam arrancar aplausos de quem está ao seu redor, não trazem conforto a familiares, amigos e cidadãos que, de fato, se preocupam com o ser humano por trás do cargo.</p>
<p>É preciso questionar: quem cerca o prefeito? Aqueles que aplaudem e proclamam, em comentários nas redes sociais, que este é o &#8220;melhor gestor da história&#8221;, parecem movidos apenas por interesses pessoais e conveniências políticas.</p>
<p>Fora desse círculo de interesses, a realidade é outra: o gestor encontra-se, na prática, abandonado. Basta observar os ambientes que frequenta.</p>
<p>Surge, então, uma pergunta inevitável: será que não existe, no alto escalão do governo, um interesse real em manter o prefeito nessa condição de vulnerabilidade?</p>
<p>Se a cadeira do Executivo está, de fato, desassistida, cabe à Câmara de Vereadores cumprir seu papel fiscalizador. É dever dos parlamentares verificar se o prefeito está, efetivamente, cumprindo suas funções ou se a ausência de gestão tornou-se a regra.</p>
<p>Todos sabemos que o alcoolismo é uma questão de saúde pública. Quem já vivenciou o problema dentro de casa sabe a dor e a complexidade que ele impõe.</p>
<p>No entanto, estamos tratando de um cargo público. Quando o gestor não reúne mais condições físicas ou mentais de administrar o município, a solução institucional é clara: o afastamento para tratamento e a imediata assunção do vice-prefeito. Afinal, o cargo de vice existe justamente para garantir a continuidade administrativa em momentos de vacância.</p>
<p>Por que, então, a insistência em manter o prefeito nessa situação?</p>
<p>Não podemos normalizar o que é anormal. Esta é uma questão de saúde pública que exige tratamento imediato, para que o prefeito possa recuperar suas condições e dignidade.</p>
<p>A população de Itarantim votou no gestor eleito, confiando-lhe um mandato, e não nos grupos que, por conveniência, se beneficiam dessa instabilidade. A cidade precisa de comando.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Coluna da semana por Lucas Sobrinho: Por que o comércio desacelera no meio do ano?</title>
		<link>https://www.cronicasdeitarantim.com.br/v1/2026/08/05/coluna-da-semana-por-lucas-sobrinho-por-que-o-comercio-desacelera-no-meio-do-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:50:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitos comerciantes, junho e julho costumam ser meses de preocupação. As lojas ficam mais vazias, o movimento diminui e o fechamento do caixa passa a exigir ainda mais atenção. Embora cada região do Brasil tenha suas particularidades, existe um padrão que se repete ano após ano: o meio do ano costuma ser um período de desaceleração nas vendas. Mas por que isso acontece? A resposta não está em um único fator, e sim na combinação de vários elementos que afetam diretamente o comportamento do consumidor. Depois das despesas do início do ano, como IPTU, IPVA, material escolar e outros [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitos comerciantes, junho e julho costumam ser meses de preocupação. As lojas ficam mais vazias, o movimento diminui e o fechamento do caixa passa a exigir ainda mais atenção. Embora cada região do Brasil tenha suas particularidades, existe um padrão que se repete ano após ano: o meio do ano costuma ser um período de desaceleração nas vendas.</p>
<p><strong>Mas por que isso acontece?</strong></p>
<p>A resposta não está em um único fator, e sim na combinação de vários elementos que afetam diretamente o comportamento do consumidor.</p>
<p>Depois das despesas do início do ano, como IPTU, IPVA, material escolar e outros compromissos financeiros, muitas famílias ainda estão reorganizando o orçamento. Quando chega junho, grande parte da renda já está comprometida com parcelas de compras anteriores ou financiamentos, reduzindo o espaço para novos gastos.</p>
<p>Além disso, junho e julho estão relativamente distantes das grandes datas comerciais. Depois do Dia das Mães e antes do Dia dos Pais, existe um intervalo em que o consumidor tende a comprar apenas o necessário. Sem um forte apelo promocional ou datas comemorativas de grande alcance nacional, o impulso para consumir naturalmente diminui.</p>
<p>Outro ponto importante é a cautela diante da economia. Em momentos de juros elevados, inflação persistente ou incertezas sobre emprego e renda, muitas pessoas preferem adiar compras maiores. Não significa necessariamente que o consumidor perdeu o interesse, mas que ele passou a avaliar cada gasto com mais cuidado.</p>
<p>Para as empresas, esse período também serve como um teste de gestão. Negócios que dependem exclusivamente de datas comemorativas costumam sentir mais intensamente essa queda. Já aqueles que investem em relacionamento com clientes, fidelização, marketing contínuo e controle financeiro conseguem atravessar esses meses com mais tranquilidade.</p>
<p>Talvez a maior reflexão seja esta: meses de vendas fracas não representam, obrigatoriamente, um mercado fraco. Eles fazem parte da sazonalidade do comércio. Entender esses ciclos é muito mais importante do que se desesperar diante deles.</p>
<p>Empresários que conhecem o comportamento do mercado utilizam esse período para revisar processos, renegociar custos, organizar estoques, fortalecer o caixa e preparar campanhas para os meses seguintes. Afinal, enquanto alguns enxergam apenas a queda nas vendas, outros aproveitam a calmaria para construir os resultados do próximo semestre.</p>
<p>No fim das contas, o comércio sempre foi feito de ciclos. Existem meses de grande movimento e meses de menor procura. A diferença entre quem apenas sobrevive e quem cresce está na capacidade de planejar cada fase desse ciclo. Afinal, vender bem não depende apenas dos dias em que a loja está cheia, mas principalmente das decisões tomadas quando o movimento diminui.</p>
<p><strong>*Coluna de responsabilidade do colunista Lucas Sobrinho</strong></p>
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		<title>Coluna &#8216;Fogo no Parquinho&#8217;: No QG de Fábio Gusmão, cada um com seu murundu para hastear a bandeira, tentando provar que a sua é mais alta do que a do vizinho</title>
		<link>https://www.cronicasdeitarantim.com.br/v1/2026/07/31/coluna-fogo-no-parquinho-no-qg-de-fabio-gusmao-cada-um-com-seu-murundu-para-hastear-a-bandeira-tentando-provar-que-a-sua-e-mais-alta-do-que-a-do-vizinho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:17:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[A coluna &#8216;Fogo no Parquinho&#8217;, de toda sexta-feira, tem o objetivo de trazer assuntos da política local e regional. Ao que tudo indica, o prefeito está sendo abandonado e seu palanque, ao menos no que tange aos apoios para deputados, corre o risco de ficar vazio. Não se sabe se é uma estratégia calculada ou se, de fato, os aliados — entre secretários e vereadores — estão pulando fora do barco governista. Corre à boca miúda que, nas articulações internas, secretários que presidem partidos no município já definiram seus próprios candidatos, divergindo dos nomes apoiados pelo gestor. O fato é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A coluna &#8216;Fogo no Parquinho&#8217;, de toda sexta-feira, tem o objetivo de trazer assuntos da política local e regional.</p>
<p>Ao que tudo indica, o prefeito está sendo abandonado e seu palanque, ao menos no que tange aos apoios para deputados, corre o risco de ficar vazio.</p>
<p>Não se sabe se é uma estratégia calculada ou se, de fato, os aliados — entre secretários e vereadores — estão pulando fora do barco governista. Corre à boca miúda que, nas articulações internas, secretários que presidem partidos no município já definiram seus próprios candidatos, divergindo dos nomes apoiados pelo gestor.</p>
<p>O fato é que, no QG do governo Fábio Gusmão, parece reinar uma disputa de egos: cada um busca seu próprio &#8216;murundu&#8217; para hastear sua bandeira, numa competição para ver quem se destaca mais. O cenário aponta para uma verdadeira desorganização, com vereadores e membros do núcleo duro do governo caminhando em direções opostas.</p>
<p>Entre os vereadores, as escolhas já são notórias. Há parlamentares eleitos na base do prefeito que já deixaram claro que não seguirão o gestor nesta eleição — ao menos para deputado. Se essa debandada se estender para governador e presidente, teremos a confirmação do caos interno e do profundo descontentamento da base.</p>
<p>Aliás, falando em aliados, muitos afirmam que não votarão nos candidatos do prefeito por estarem ligados a uma ala mais à direita. Ao fim e ao cabo, a impressão é que o barco está furado e, um a um, os tripulantes estão pulando fora, deixando o prefeito praticamente sozinho no palanque.</p>
<p>Isso é &#8216;Fogo no Parquinho&#8217;!</p>
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		<title>Por que tantas empresas dão lucro no papel, mas vivem sem dinheiro em caixa?</title>
		<link>https://www.cronicasdeitarantim.com.br/v1/2026/07/11/por-que-tantas-empresas-dao-lucro-no-papel-mas-vivem-sem-dinheiro-em-caixa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 15:19:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Muita gente acredita que, quando uma empresa dá lucro, ela automaticamente está cheia de dinheiro. Na prática, isso nem sempre acontece. É bastante comum encontrar negócios que apresentam lucro nos relatórios contábeis, mas enfrentam dificuldades para pagar fornecedores, funcionários ou até mesmo as contas do mês. A explicação está em uma diferença simples: lucro e dinheiro em caixa não são a mesma coisa. Imagine uma loja que vende R$ 50 mil em produtos durante um mês. Parece um ótimo resultado. O problema é que todos os clientes compraram parcelado e só vão pagar nos próximos três meses. A empresa registra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente acredita que, quando uma empresa dá lucro, ela automaticamente está cheia de dinheiro. Na prática, isso nem sempre acontece. É bastante comum encontrar negócios que apresentam lucro nos relatórios contábeis, mas enfrentam dificuldades para pagar fornecedores, funcionários ou até mesmo as contas do mês.</p>
<p>A explicação está em uma diferença simples: lucro e dinheiro em caixa não são a mesma coisa.</p>
<p>Imagine uma loja que vende R$ 50 mil em produtos durante um mês. Parece um ótimo resultado. O problema é que todos os clientes compraram parcelado e só vão pagar nos próximos três meses. A empresa registra o lucro da venda, mas o dinheiro ainda não entrou na conta.</p>
<p>Enquanto espera receber, as despesas continuam chegando. Salários, aluguel, energia, impostos e fornecedores precisam ser pagos no vencimento. É aí que muitas empresas entram em dificuldade: elas têm lucro, mas não têm dinheiro disponível.</p>
<p>Outro problema bastante comum é investir mais do que o caixa permite. Comprar equipamentos novos, aumentar o estoque ou abrir uma filial pode ser uma boa decisão para o futuro, mas exige planejamento. Se todo o dinheiro for investido, pode faltar capital para manter a empresa funcionando no dia a dia.</p>
<p>Também existe o estoque parado. Um depósito cheio de mercadorias pode transmitir a impressão de riqueza, mas aqueles produtos só se transformam em dinheiro quando são vendidos. Até lá, representam um recurso que está “preso”.</p>
<p>Além disso, muitos empresários enfrentam um ambiente de negócios bastante complexo. A quantidade de tributos, obrigações fiscais e exigências legais faz com que parte significativa do dinheiro seja destinada ao cumprimento dessas obrigações. Sob uma visão que valoriza a liberdade econômica, quanto mais burocracia existe, mais recursos as empresas precisam gastar para cumprir regras em vez de investir em crescimento, inovação ou geração de empregos.</p>
<p>Por outro lado, nem todos os problemas podem ser atribuídos ao ambiente econômico. Em muitos casos, a dificuldade financeira nasce dentro da própria empresa. Falta de planejamento, excesso de gastos, vendas sem controle e decisões tomadas por impulso costumam pesar mais do que muitos empresários imaginam.</p>
<p>Como transformar lucro em dinheiro de verdade?</p>
<p>Algumas atitudes simples podem fazer uma grande diferença na saúde financeira de qualquer negócio.</p>
<p>A primeira delas é acompanhar o fluxo de caixa diariamente. Saber exatamente quanto dinheiro entra e quanto sai permite identificar problemas antes que eles se tornem uma crise.</p>
<p>Outra dica importante é negociar melhores prazos. Sempre que possível, vale buscar receber dos clientes antes do vencimento das contas com fornecedores. Esse equilíbrio ajuda a manter dinheiro disponível para o funcionamento da empresa.</p>
<p>Também é importante evitar estoques maiores do que o necessário. Mercadoria parada representa dinheiro que poderia estar sendo utilizado para pagar despesas ou fazer novos investimentos.</p>
<p>Controlar os custos é outro ponto essencial. Pequenos gastos que parecem insignificantes podem representar milhares de reais ao longo do ano. Revisar contratos, eliminar desperdícios e acompanhar as despesas regularmente pode melhorar bastante o resultado financeiro.</p>
<p>Ter uma reserva financeira também faz diferença. Assim como acontece com as famílias, empresas que guardam parte dos recursos conseguem enfrentar períodos de vendas mais fracas sem recorrer a empréstimos caros.</p>
<p>Por fim, contar com informações contábeis atualizadas ajuda o empresário a tomar decisões melhores. A contabilidade não serve apenas para calcular impostos; ela pode ser uma ferramenta importante para identificar oportunidades, reduzir riscos e planejar o crescimento do negócio.</p>
<p>O lucro é importante, mas o caixa mantém a empresa viva</p>
<p>Ter lucro é um sinal de que a empresa está criando valor. No entanto, é o dinheiro disponível no caixa que garante o pagamento das contas e permite que o negócio continue funcionando.</p>
<p>Por isso, empresários que olham apenas para o lucro podem acabar sendo surpreendidos por dificuldades financeiras. Já aqueles que acompanham tanto o resultado quanto o fluxo de caixa costumam tomar decisões mais seguras e construir empresas mais resistentes às mudanças da economia.</p>
<p>No fim das contas, uma empresa saudável não é apenas aquela que apresenta bons números nos relatórios. É aquela que consegue transformar suas vendas em dinheiro, manter suas contas em dia e crescer de forma sustentável, preparada para aproveitar as oportunidades que surgirem pelo caminho.</p>
<h4>*Coluna semanal de Lucas Sobrinho</h4>
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		<item>
		<title>OPINIÃO: O Hexa que ninguém queria: o fim melancólico de uma geração</title>
		<link>https://www.cronicasdeitarantim.com.br/v1/2026/07/06/opiniao-o-hexa-que-ninguem-queria-o-fim-melancolico-de-uma-geracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:40:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Assim terminou a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. A imagem, turva e embaçada, retrata o desfecho trágico de uma geração que tinha Neymar como referência, mas que acabou sucumbindo ao próprio fracasso. A pentacampeã mundial já não impõe o medo de outrora; perdeu o respeito há muito tempo. A eliminação para um time europeu expõe a fragilidade do nosso futebol e, principalmente, a falha na escolha de peças que brilham em seus clubes, mas que, com a amarelinha, deixam a desejar. Além disso, escancarou-se a falta de liderança e de uma identidade clara. O exemplo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Assim terminou a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. A imagem, turva e embaçada, retrata o desfecho trágico de uma geração que tinha Neymar como referência, mas que acabou sucumbindo ao próprio fracasso.</h4>
<h4>A pentacampeã mundial já não impõe o medo de outrora; perdeu o respeito há muito tempo. A eliminação para um time europeu expõe a fragilidade do nosso futebol e, principalmente, a falha na escolha de peças que brilham em seus clubes, mas que, com a amarelinha, deixam a desejar.</h4>
<h4>Além disso, escancarou-se a falta de liderança e de uma identidade clara. O exemplo mais latente ocorreu na fatídica cobrança de pênalti de Bruno Guimarães: por que não Vinicius Junior? O craque, que atua na primeira prateleira do futebol europeu, foi preterido em favor de um jogador sem experiência decisiva no torneio e que atua em um nível inferior na Inglaterra, digo isso no clube que ele atua.</h4>
<h4>A seleção brasileira corria atrás do hexa e, ironicamente, o conquistou: o hexa da eliminação. 2006, 2010, a vergonha de 2014, 2018, 2022 e, agora, 2026. Muitos alertavam que o grupo era frágil, e não foi falta de aviso. Basta olhar para a convocação: levou-se um jogador lesionado, sem condições físicas de atuar — caso de Neymar, que mal entrava em campo pelo seu clube.</h4>
<h4>Questiona-se também a convocação de atletas que, embora tenham começado bem o ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti, desapareceram durante o mundial. É o caso de Luiz Henrique, que foi bem em convocações anteriores, mas tornou-se um espectador na Copa, sem sequer pisar no gramado.</h4>
<h4>No jogo deste domingo, 5 de julho, pelas oitavas de final contra a Noruega, o Brasil ostentou pífios 36% de posse de bola. Especialistas apontaram o absurdo de uma seleção pentacampeã comportando-se como um time pequeno diante de um adversário esforçado, mas longe da elite mundial.</h4>
<h4>É claro que a seleção brasileira teve chances de &#8220;matar o jogo&#8221; e não o fez. A Noruega jogava tranquilamente, sem desespero, trocando passes, até que Erling Haaland, no momento oportuno, sacramentou a eliminação com dois gols. Agora, resta ao Brasil juntar os cacos, iniciar um novo ciclo e esquecer uma geração que, embora prometesse muito, encerra sua trajetória de forma frustrada e fracassada.</h4>
<h4>*Joabes Rodrigues, Portal Crônicas de Itarantim</h4>
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		<title>Coluna da semana: O mercado de trabalho no interior da Bahia em 2026</title>
		<link>https://www.cronicasdeitarantim.com.br/v1/2026/07/01/coluna-da-semana-o-mercado-de-trabalho-no-interior-da-bahia-em-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 2026, o mercado de trabalho no interior da Bahia vive uma transformação silenciosa, mas profunda. Enquanto muitos ainda associam o interior a uma economia limitada ao comércio local, à agricultura e ao funcionalismo público, a realidade mostra um cenário bem mais dinâmico e complexo. As cidades do interior mudaram. E o trabalho também. Hoje, setores como comércio, serviços, transporte, construção civil e agronegócio continuam entre os maiores geradores de emprego. Mas existe uma questão importante por trás desses números: o que realmente sustenta a geração de empregos no interior? O comércio segue como uma das principais portas de entrada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Em 2026, o mercado de trabalho no interior da Bahia vive uma transformação silenciosa, mas profunda. Enquanto muitos ainda associam o interior a uma economia limitada ao comércio local, à agricultura e ao funcionalismo público, a realidade mostra um cenário bem mais dinâmico e complexo.</h4>
<h4>As cidades do interior mudaram. E o trabalho também.</h4>
<h4>Hoje, setores como comércio, serviços, transporte, construção civil e agronegócio continuam entre os maiores geradores de emprego. Mas existe uma questão importante por trás desses números: o que realmente sustenta a geração de empregos no interior?</h4>
<h4>O comércio segue como uma das principais portas de entrada para milhares de trabalhadores. Supermercados, farmácias, lojas, mercados e pequenos negócios familiares continuam contratando e movimentando a economia local. Em cidades pequenas e médias, o comércio ainda representa uma base sólida de empregos formais e informais.</h4>
<h4>O setor de serviços, por sua vez, cresce de forma acelerada. Transporte, delivery, manutenção, estética, saúde e educação privada ganharam espaço nos últimos anos. Esse crescimento acompanha mudanças no comportamento da população, que consome mais conveniência, rapidez e praticidade.</h4>
<h4>A construção civil também se mantém aquecida em várias regiões do interior baiano. Obras, reformas, loteamentos e expansão urbana geram empregos diretos e indiretos. Quando uma cidade cresce fisicamente, ela movimenta toda uma cadeia produtiva.</h4>
<h4>No campo, o agronegócio continua sendo uma potência econômica. Da produção agrícola à pecuária, o setor segue empregando e gerando riqueza. Mas o agro também mudou. A modernização trouxe mais produtividade, mais eficiência e, em muitos casos, menos dependência de mão de obra tradicional.</h4>
<h4>E aqui surge uma reflexão importante.</h4>
<h4>Quando a tecnologia avança e aumenta a produtividade, isso é necessariamente ruim para o emprego? Ou o verdadeiro problema está em economias que não conseguem criar novas oportunidades na mesma velocidade?</h4>
<h4>Há quem defenda que o poder público precisa ser o principal motor da geração de empregos. Outros argumentam que o crescimento sustentável nasce principalmente da liberdade econômica, da redução da burocracia e da capacidade do setor privado de inovar e investir.</h4>
<h4>Sob outra perspectiva, empregos não surgem por decreto. Eles surgem quando existe liberdade para empreender, segurança para investir e menos barreiras para produzir. Quanto maior o custo para contratar, maior tende a ser a dificuldade para expandir negócios e gerar vagas.</h4>
<h4>Mas a realidade também mostra que nem sempre o mercado, sozinho, resolve todos os desafios. Em muitas cidades do interior, a dependência econômica do setor público ainda é significativa. Prefeituras seguem sendo grandes empregadoras diretas e indiretas, influenciando fortemente a economia local.</h4>
<h4>Isso levanta uma questão incômoda, mas necessária: uma economia dependente do poder público consegue crescer de forma sustentável no longo prazo?</h4>
<h4>Talvez o maior desafio do interior da Bahia em 2026 não seja apenas gerar empregos, mas gerar empregos de qualidade, com produtividade, renda e crescimento real.</h4>
<h4>No fim, a discussão vai além dos setores que mais contratam. A pergunta central talvez seja outra.</h4>
<h4>Estamos construindo cidades economicamente independentes, com mercados fortes e geração contínua de oportunidades? Ou seguimos presos a modelos que limitam crescimento, inovação e autonomia econômica?</h4>
<h4>As respostas podem definir não apenas o futuro do trabalho no interior baiano, mas também o futuro de toda a economia regional.</h4>
<p>*Por Lucas Sobrinho</p>
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		<title>A crônica da semana: Itarantim sem 13º, sem São João e agora sem prefeito, assim festejamos o &#8220;SANJU&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 18:13:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Vamos aos fatos: Itarantim enfrenta um momento delicado com os &#8220;Três Esses&#8221;. 1-SEM 13ª, 2-SEM SÃO JOÃO E AGORA 3-SEM PREFEITO. Além da pendência do pagamento do décimo terceiro salário dos funcionários e da ausência dos tradicionais festejos juninos, a cidade encontra-se, neste exato momento, sem a presença do prefeito Fábio Gusmão, que está em viagem internacional para a Argentina. Antes que alguém questione se o gestor tem direito a férias ou viagens, deixamos claro: todo cidadão, inclusive um prefeito, tem esse direito. No entanto, o ponto central da questão envolve trâmites legais indispensáveis. Tratando-se de uma viagem internacional, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Vamos aos fatos: Itarantim enfrenta um momento delicado com os &#8220;Três Esses&#8221;. 1-SEM 13ª, 2-SEM SÃO JOÃO E AGORA 3-SEM PREFEITO.</h4>
<h4>Além da pendência do pagamento do décimo terceiro salário dos funcionários e da ausência dos tradicionais festejos juninos, a cidade encontra-se, neste exato momento, sem a presença do prefeito Fábio Gusmão, que está em viagem internacional para a Argentina.</h4>
<h4>Antes que alguém questione se o gestor tem direito a férias ou viagens, deixamos claro: todo cidadão, inclusive um prefeito, tem esse direito. No entanto, o ponto central da questão envolve trâmites legais indispensáveis. Tratando-se de uma viagem internacional, a legislação exige que o prefeito comunique o afastamento de forma imediata ao vice-prefeito — neste caso, Luciano —, para que este assuma o comando do Executivo municipal. Segundo informações apuradas pelo portal Crônicas de Itarantim, essa comunicação não ocorreu.</h4>
<h4>Como resultado, Itarantim está, neste momento, desassistida para decisões emergenciais que dependem exclusivamente da autoridade do gestor que por questão burocrática de viagens internacionais ele não pode tomar devidas decisões.</h4>
<h4>A Constituição Federal, nossa Carta Magna, é categórica: ocupantes de cargos como presidente, governadores e prefeitos que realizam viagens internacionais devem formalizar a transição de governo imediatamente. O descumprimento dessa norma pode acarretar sérias consequências ao gestor, incluindo denúncias por improbidade administrativa.</h4>
<h4>Cabe ao Poder Legislativo, através dos vereadores, a prerrogativa de agir prontamente para assegurar a sucessão. Caso o vice-prefeito também estivesse ausente, o presidente da Câmara teria o dever de convocar uma sessão extraordinária e assumir a Prefeitura imediatamente.</h4>
<h4>Nossa redação tentou contato com o vice-prefeito Luciano, mas, até o fechamento desta reportagem, não obtivemos resposta. Também conversamos com o presidente da Câmara, Dudu dos Tutas, que classificou a ausência do prefeito sem a devida comunicação como uma situação &#8220;gravíssima&#8221;.</h4>
<h4>A Prefeitura recentemente publicou no Diário Oficial, decreto de recesso entre os dias 22 do corrente mês ao mês de julho, ficando apenas os serviços essenciais.</h4>
<h4>O espaço segue aberto para que a Prefeitura de Itarantim possa se manifestar sobre o ocorrido.</h4>
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		<title>Turismo junino: Como visitantes impulsionam hotéis, restaurantes e transportes no interior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 06:14:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante o período junino, cidades do interior da Bahia se transformam em verdadeiros polos de movimentação econômica. O fluxo de visitantes aumenta, hotéis lotam, restaurantes operam em alta demanda e o transporte de passageiros ganha um ritmo acima da média. Mais do que uma celebração cultural, o São João se consolida como um importante motor econômico regional. Sob uma perspectiva libertária, o turismo junino revela algo importante: quando pessoas circulam livremente, consomem espontaneamente e interagem em um ambiente de trocas voluntárias, a economia responde de forma natural e eficiente. Não é apenas a festa em si que gera riqueza, mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Durante o período junino, cidades do interior da Bahia se transformam em verdadeiros polos de movimentação econômica. O fluxo de visitantes aumenta, hotéis lotam, restaurantes operam em alta demanda e o transporte de passageiros ganha um ritmo acima da média. Mais do que uma celebração cultural, o São João se consolida como um importante motor econômico regional.</h4>
<h4>Sob uma perspectiva libertária, o turismo junino revela algo importante: quando pessoas circulam livremente, consomem espontaneamente e interagem em um ambiente de trocas voluntárias, a economia responde de forma natural e eficiente. Não é apenas a festa em si que gera riqueza, mas a liberdade econômica ao redor dela.</h4>
<h4>Em municípios do interior baiano, o impacto é perceptível. Pequenos hotéis e pousadas conseguem aumentar sua taxa de ocupação em poucos dias. Restaurantes, barracas e vendedores ambulantes encontram uma oportunidade de ampliar seu faturamento. Motoristas, taxistas e transportadores autônomos também se beneficiam diretamente do aumento da demanda.</h4>
<h4>Esse movimento evidencia uma reflexão importante: boa parte do desenvolvimento local não nasce necessariamente de grandes projetos públicos, mas da capacidade de indivíduos empreenderem e atenderem demandas reais. Quando o ambiente favorece o empreendedorismo, o crescimento econômico tende a surgir de forma mais orgânica.</h4>
<h4>O turismo junino também fortalece a economia descentralizada. Em vez de concentrar renda em grandes centros urbanos, o São João redistribui recursos para cidades menores, beneficiando comerciantes locais, prestadores de serviços e trabalhadores informais. Esse efeito mostra como mercados locais fortes podem gerar prosperidade sem depender exclusivamente de estruturas centralizadas.</h4>
<h4>Por outro lado, também existe um debate necessário. Até que ponto o poder público atua como facilitador do ambiente econômico, e em que momento passa a interferir de forma excessiva? Para muitos libertários, o papel ideal da gestão pública está em garantir infraestrutura, segurança e mobilidade — permitindo que o setor privado e a iniciativa individual façam o restante.</h4>
<h4>No fim, o turismo junino no interior da Bahia vai além dos números. Ele mostra como cultura, tradição e liberdade econômica podem caminhar juntas. Essa cultura atrai pessoas, as pessoas movimentam negócios, e os negócios geram renda.</h4>
<h4>Talvez a grande lição do São João seja justamente essa: quando há liberdade para produzir, vender, circular e empreender, o desenvolvimento deixa de ser apenas discurso e passa a ser uma realidade construída por cada indivíduo, negócio e comunidade.</h4>
<h4>*Coluna do Lucas Sobrinho</h4>
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		<title>Fogo no Parquinho: Vixe! tem rádio da cidade que ficou pistola com o secretário de cultura, &#8220;chorando de barriga cheia&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:47:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Vamos ser corretos e ter um mínimo de senso crítico: o contrato que a Prefeitura de Itarantim fez com a rádio Band FM é um soco no estômago das emissoras locais. Para quem não sabe do assunto que foi alvo de polêmica, a Prefeitura de Itarantim contratou a rádio Band FM pelo valor de R$ 15.000,00 para cobrir a festa de aniversário da cidade que começa nesta sexta-feira, 12 de junho. Pelo que a redação do portal Crônicas de Itarantim ficou sabendo, teve diretor de rádio na cidade que não ficou nada satisfeito e mandou uma mensagem direta ao secretário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos ser corretos e ter um mínimo de senso crítico: o contrato que a Prefeitura de Itarantim fez com a rádio Band FM é um soco no estômago das emissoras locais.</p>
<p>Para quem não sabe do assunto que foi alvo de polêmica, a Prefeitura de Itarantim contratou a rádio Band FM pelo valor de R$ 15.000,00 para cobrir a festa de aniversário da cidade que começa nesta sexta-feira, 12 de junho. Pelo que a redação do portal Crônicas de Itarantim ficou sabendo, teve diretor de rádio na cidade que não ficou nada satisfeito e mandou uma mensagem direta ao secretário de Administração da Prefeitura quando viu a publicação.</p>
<p>Mas vamos lá: como tudo tem dois lados e tem gente que chora de barriga cheia — e também é necessário falar sobre isso —, o que sabemos é que a Prefeitura mantém contrato com uma das emissoras da cidade, a Itarantim FM, que é a rádio de maior alcance a nível regional. Não temos informações se a Prefeitura repassa recurso público para a rádio comunitária Três Pontas FM, até porque o trâmite legal para uma rádio comunitária é muito diferente e envolve alguns empecilhos para o repasse de recursos.</p>
<p>Mas o fato é o seguinte: assim que houve a publicação no Diário Oficial da Prefeitura, o que se viu foi uma &#8220;choradeira&#8221; na cidade, de algumas pessoas que têm ligação com rádios, querendo que essa bolada ficasse aqui no município. Nós até concordamos com isso; deveria ser assim, valorizar a imprensa local, e este recurso seria dividido para que a festa tivesse mais visibilidade. Isso todos concordam.</p>
<p>Porém, conhecendo a gestão que aí está, eles nunca foram de dialogar com os veículos de imprensa local, mesmo aqueles que costumam ficar &#8220;cheirando bufa do prefeito&#8221;. Assim sendo, preferem injetar recursos públicos em veículos de imprensa de fora — não que seja errado, eles devem fazer isso, afinal a festa precisa ir além das fronteiras, o que é importante para a Prefeitura dando visibilidade ao município e sua cultura. Mas, primeiro, deveriam ter a sensibilidade de dialogar com a imprensa local.</p>
<p>E olha que eles têm muita proximidade com as rádios; eles não veem, assim penso, as rádios como adversárias. A Itarantim FM, por exemplo, tem contrato de publicidade e não expõe o governo em situações de cobranças.</p>
<p>Pelo que ficamos informados, estão condenando o secretário de Cultura, o senhor Hudson Rocha, que, segundo uma fonte, faz e desfaz nas ações de contratos dentro da Prefeitura quando o assunto é a festa.</p>
<p>Por fim, em meio à choradeira de gente de barriga cheia, a Band, que não tem nada com isso na história, vai fazer seu trabalho. E, como a festa é da cidade, ao menos nossa redação estará lá para divulgar o que é bom do nosso município, independentemente de estarmos sendo pagos ou não reiterando nosso compromisso com a nossa terra divulgando o que nossa cidade tem de melhor, pois nosso maior valor é o respeito pelo leitor e pela nossa gente</p>
<p>Viva Itarantim!</p>
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		<title>Cultura e Dinheiro: O Impacto das Festas Populares nos Municípios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joabes Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 19:16:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[COLUNA DA SEMANA &#8211; As festas populares sempre tiveram um papel importante nas cidades do interior do Brasil. Seja em comemorações juninas, aniversários municipais, cavalgadas, festas religiosas ou eventos culturais, esses encontros movimentam o comércio, atraem visitantes e fortalecem tradições locais. Em municípios pequenos, como muitos do interior da Bahia, esses eventos acabam se tornando um dos períodos de maior circulação de dinheiro no ano. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre até que ponto os investimentos públicos nessas festas realmente compensam financeiramente para a população. De um lado, comerciantes defendem que os eventos ajudam diretamente a economia local. Durante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>COLUNA DA SEMANA &#8211; As festas populares sempre tiveram um papel importante nas cidades do interior do Brasil. Seja em comemorações juninas, aniversários municipais, cavalgadas, festas religiosas ou eventos culturais, esses encontros movimentam o comércio, atraem visitantes e fortalecem tradições locais. Em municípios pequenos, como muitos do interior da Bahia, esses eventos acabam se tornando um dos períodos de maior circulação de dinheiro no ano.</p>
<p>Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre até que ponto os investimentos públicos nessas festas realmente compensam financeiramente para a população.</p>
<p>De um lado, comerciantes defendem que os eventos ajudam diretamente a economia local. Durante períodos festivos, setores como alimentação, hospedagem, transporte, ambulantes, salões de beleza e lojas de roupas costumam registrar aumento nas vendas. Em muitas cidades, trabalhadores informais conseguem faturar em poucos dias o equivalente a semanas normais de trabalho.</p>
<p>Além disso, festas tradicionais também funcionam como divulgação turística. Cidades pequenas passam a receber visitantes de municípios vizinhos, aumentando a visibilidade regional e fortalecendo a identidade cultural local.</p>
<p>Por outro lado, críticos questionam o tamanho dos gastos públicos realizados em algumas festas. Em municípios com dificuldades na saúde, infraestrutura ou educação, parte da população vê com preocupação investimentos altos em atrações musicais, estruturas e publicidade.</p>
<p>A visão libertária sobre o tema costuma defender que a cultura é importante, mas argumenta que eventos deveriam depender menos do dinheiro público e mais da iniciativa privada, de patrocinadores e do próprio mercado local. Para esse pensamento, quando a prefeitura concentra muitos recursos em festas, existe o risco de aumentar a dependência estatal e reduzir investimentos em áreas consideradas essenciais.</p>
<p>Ainda assim, defensores dos eventos afirmam que o retorno econômico indireto pode justificar parte dos custos. Em algumas cidades, hotéis lotam, restaurantes aumentam o movimento e o comércio ganha novo fôlego temporariamente. O problema, segundo especialistas em gestão pública, está na falta de transparência e planejamento em alguns municípios, onde nem sempre existe um estudo detalhado sobre o retorno financeiro real dessas festas.</p>
<p>Outro ponto importante é que muitas cidades do interior possuem economia limitada e poucas oportunidades de geração de renda. Nesses casos, grandes eventos acabam funcionando como uma espécie de “injeção econômica” temporária, movimentando dinheiro rapidamente entre pequenos comerciantes e trabalhadores autônomos.</p>
<p>No fim, o debate permanece dividido entre tradição cultural, impacto econômico e responsabilidade fiscal. Enquanto parte da população vê as festas como investimento no turismo e na economia local, outra parte acredita que os recursos públicos deveriam ter prioridade em serviços básicos.</p>
<p>Independentemente da posição política, as festas populares continuam sendo um dos maiores motores de movimentação econômica em muitas cidades do interior brasileiro — especialmente no Nordeste, onde cultura e economia caminham lado a lado.</p>
<p>*A coluna é de responsabilidade de Lucas Sobrinho.</p>
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