Um dos suspeitos preso na noite desta quarta-feira, 14 de outubro, que foi identificado pelo nome de Gildemar Santos, conhecido como “Gil”, se apresentava como Pai de Santo nas redes sociais.
Ele foi preso juntamente com um segundo suspeito, por suspeita de participação no sequestro do bebê Noah, de 11 meses de idade, ocorrido na noite de terça-feira (13) no distrito de Ponto de Astério, em Firmino Alves.
Conforme informações apuradas, ele também teria atuado como pastor em uma igreja no bairro Guarani, em Vitória da Conquista, conforme informações do Blog do Sena.
O pequeno Noah foi encontrado com vida na manhã desta quarta-feira, em uma cabana na Praia do Sul, em Ilhéus.
As circunstâncias completas do sequestro e o grau de participação de cada um dos detidos ainda estão sendo esclarecidos pelas autoridades, e as investigações seguem em andamento.
Informações que não procedem:
Entidades de religiões de matriz africana rechaçam boatos sobre rituais no caso do bebê Noah
O caso do sequestro do bebê Noah, circularam nas redes sociais comentários associando o crime a supostos rituais de religiões de matriz africana. Até o momento, a Polícia não confirmou essa versão, e entidades representativas dessas religiões se manifestaram para esclarecer e repudiar as afirmações.
Em comunicado, as entidades afirmam que essas alegações são maldosas e preconceituosas, e esclarecem que:
“Isso não faz parte de nenhuma das nossas celebrações. As religiões de matriz africana não praticam sacrifício humano — a vida é o centro vital da nossa fé.”
As manifestações reforçam que tais boatos alimentam estereótipos danosos e historicamente usados para discriminar e perseguir essas tradições religiosas, pedindo que a população confie apenas nas informações oficiais divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
As investigações sobre o caso seguem em andamento.