Coluna Política — O tabuleiro da Câmara: quem assumirá a presidência de Itarantim? nos bastidores dois nomes favoritos

Com as eleições gerais encerradas, os olhares de Itarantim se voltam agora para dentro da Câmara de Vereadores: quem comandará a Casa no próximo biênio? O atual presidente já sinalizou que não buscará a reeleição, abrindo caminho para uma disputa que promete movimentar os bastidores.
Até aqui, dois nomes despontam como principais concorrentes, ambos da base governista: os vereadores Leandro Ferreira e Mauro Sérgio. Diz-se que haveria até um acordo prévio apontando um deles, mas os desdobramentos da última eleição trouxeram novos elementos que podem reescrever o roteiro.
Leandro Ferreira: força nas urnas e experiência acumulada
Leandro saiu fortalecido do pleito de 4 de outubro: conferiu 517 votos ao seu candidato, demonstrando peso eleitoral próprio dentro da base do governo. Conta ainda com um diferencial importante: experiência. Esteve diretamente envolvido na renovação do Regimento Interno e da Lei Orgânica do município, acumulando vivência nos debates mais recentes da Mesa Diretora. Segundo informações, também goza de confiança do prefeito Fábio Gusmão.
Mauro Sérgio: primeiro mandato, votação expressiva e acordo em pauta
Do outro lado, Mauro Sérgio desponta como nome apontado por muitos como o “escolhido”. É vereador de primeiro mandato, mas obteve votação destacada e hoje exerce a liderança do governo na Casa. Corre nos bastidores a informação de que haveria acordo firmado com parte dos vereadores da base governista em seu favor.
Outro fator das urnas
Mas ainda digo, não podemos ignorar o grupo “Itarantim Pode Mais”. Eles saíram das urnas fortalecidos, com votação expressiva e prestígio renovado — e isso os coloca como peça-chave neste tabuleiro. Se quiserem, o grupo tem o nome do vereador Jeferson Mototáxi para apresentar:. Ele conta com o respaldo de uma votação sólida e uma base eleitoral no município que pode influenciar neste tabuleiro.
Se o grupo “Itarantim Pode Mais forem audaciosos e articuladores, podem transformar essa força em candidatura própria, lançando uma chapa bem estruturada. O grupo já mostrou que sabe jogar e tem boa relação com os edis. Ninguém pode descartar essa possibilidade. Em política, quando há voto organizado, há poder de barganha — e o grupo Itarantim Pode Mais demonstrou que tem ambos.
Será que vão entrar no jogo? A resposta depende de uma decisão interna e de quanto estão dispostos a investir nesta articulação. Mas uma coisa é certa: ignorar essa força pode ser um erro de cálculo. Os próximos dias dirão se este é apenas um fator de pressão.
Nada está decidido antes da hora
Ainda assim, é cedo para confirmar qualquer nome. Em política, surpresas acontecem — e Itarantim já viu isso: “teve gente que dormiu presidente, sonhou com a cadeira central e acordou com a cadeira lateral”. Para chegar ao comando, é preciso articulação, habilidade e votos na hora certa.
Entre favoritos e possíveis “cavalos paraguaios”, a regra continua a mesma: nada se confirma antes de as cédulas serem assinadas e depositadas de forma certinha. A disputa está aberta, e os próximos dias dirão quem de fato seguirá à frente.
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