Coluna “Fogo no Parquinho”: O Titanic de Fábio Gusmão e a tripulação que abandona o navio

Se a política local fosse um reality show, o governo Fábio Gusmão estaria ganhando o prêmio de “episódio mais caótico da temporada”. Na última sessão da Câmara, o vereador Raimundo deu o spoiler que ninguém queria, mas que todo mundo já suspeitava: o QG do prefeito não é um centro de comando, é um recreio sem monitor.
Raimundo subiu na tribuna e, com um sorriso de quem sabe onde a bomba vai explodir, mandou um recado direto: “Não, obrigado”. Ele chutou o balde dos candidatos do alcaide e preferiu abraçar a causa de Edgar. A justificativa foi tão convincente quanto nota de três reais: ele diz ser base, mas age como se o governo fosse um self-service onde cada um monta o prato que quiser.
E o pior: o vereador não é um caso isolado, é apenas o sintoma de uma gripe que virou pneumonia no governo. O que vimos é uma debandada em massa. Vereadores e lideranças da base, que até ontem batiam palmas, agora decidiram que os deputados do prefeito não servem nem para o currículo de figurante.
A verdade nua e crua é que, no QG de Fábio, a “desorganização” já virou método. O cenário é de uma casa sem dono, onde qualquer um entra, faz o que quer e sai sem pagar a conta. Não há liderança, não há rumo e, pelo andar da carruagem, não há nem mesa onde alguém sente para coordenar a bagunça.
Raimundo é só a ponta do iceberg. A pergunta que fica para o prefeito não é sobre quem vai apoiar quem, mas sim: o capitão ainda está na cabine de comando ou o navio já está seguindo viagem por conta própria?
Veja a fala do vereador:
(73) 98180-9968







