Casa do Estudante do município de Cordeiros em Vitória da Conquista é denunciada por condições precárias

Estudantes do município de Cordeiros, no sudoeste da Bahia, que estudam em Vitória da Conquista, faz denúncias sobre a situação precária da Casa do Estudante, localizada no bairro Recreio.
Mais de três meses após o primeiro alerta sobre as condições do imóvel, os moradores relatam que pouco foi feito para sanar os problemas estruturais enfrentados no dia a dia.
Apesar da repercussão do caso nas redes sociais e da promessa da Prefeitura Municipal de Cordeiros — responsável pela manutenção do espaço — de que medidas seriam adotadas, grande parte das irregularidades persiste.
Nesta semana, conforme informações obtidas pelo portal Crônicas de Itarantim, vereadores de oposição do município realizaram uma nova fiscalização no local. Além de avaliar a situação, os parlamentares levaram materiais de limpeza e itens de necessidade básica para auxiliar os 13 jovens que residem na casa. A ação, porém, evidenciou um cenário que, segundo os alunos, permanece praticamente inalterado.
Promessas não cumpridas
Logo após a repercussão inicial, representantes da gestão municipal, incluindo o prefeito, visitaram a residência e ouviram as reivindicações. Na época, o abastecimento de água foi restabelecido, solucionando um dos problemas mais urgentes. No entanto, as demais dificuldades estruturais continuam sem solução.
Durante a nova vistoria, foram constatados riscos graves: a instalação elétrica permanece antiga, com relatos frequentes de curto-circuito, e diversos chuveiros não funcionam. Além disso, há pontos do teto com comprometimento estrutural, o que aumenta a apreensão dos estudantes com a chegada do período chuvoso.
Impacto nos estudos
Além da infraestrutura, a rotina acadêmica é severamente afetada. O mobiliário atual é inadequado para longos períodos de estudos, e o computador disponibilizado na residência continua inoperante, limitando o acesso a ferramentas essenciais para pesquisas e elaboração de trabalhos universitários.
Durante a visita parlamentar, foi sugerida a possibilidade de remanejar computadores públicos que se encontram sem uso — como os da “Estação Juventude” — para equipar a casa. Outro ponto frustrante é que a transferência para um novo imóvel, discutida após a primeira fiscalização, não foi concretizada. Os estudantes continuam vivendo nas mesmas condições.
Direito à permanência
Para os vereadores que acompanharam a situação, garantir moradia estudantil digna não é um benefício, mas um pilar das políticas públicas de permanência acadêmica. Eles enfatizam que oferecer um ambiente seguro e estruturado é um investimento direto no desenvolvimento desses jovens que deixaram suas cidades em busca de formação profissional.
A nova fiscalização reforça a cobrança por medidas efetivas. Para os residentes, o que está em jogo não é apenas a manutenção de um imóvel, mas a garantia do direito de concluir seus estudos em um ambiente compatível com a importância da educação para o futuro de suas vidas.
(73) 98180-9968


