Vinte trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão, em duas cidades da Bahia, eles estavam alojados e viviam em condições insalubres.
As investigações e os flagrantes feitos pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), vinculada à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Conforme o órgão, além de não terem acesso à água potável, as vítimas não tinham sanitário e não conseguiam se alimentar adequadamente.
Os casos aconteceram nas cidades de Casa Nova e Sento Sé.
Em Casa Nova, onde 13 foram resgatados, os funcionários recebiam apenas o valor de R$ 13,50 por dia para se alimentarem.
Os funcionários trabalhavam das 7h às 18h e não tinham acesso à água potável, sanitários no local de trabalho, nem a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como informou o g1.
Nos dormitórios, que não tinham camas, os 13 funcionários dividiam um único banheiro. Além disso, o pagamento era feito por diárias para parte dos trabalhadores, sem garantia de remuneração em caso de doença ou ausência.
Após a fiscalização, os funcionários foram resgatados e a obra foi temporariamente paralisada. A empresa responsável assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT e se comprometeu a pagar R$ 219,6 mil, abrangendo verbas rescisórias e indenizações por danos morais aos trabalhadores.
Em Sento Sé, onde outros sete funcionários foram resgatados, a situação encontrada foi parecida com a de Casa Nova. No local, os eles trabalhavam na obra de pavimentação e na pedreira que abastecia a obra.
Parte dos trabalhadores estava alojada na própria pedreira, em estruturas de lonas. Não havia instalação sanitária, nem local para preparar refeições.
Nenhum funcionário tinha registro formal de emprego e todos eles eram remunerados exclusivamente por produção.