Gestão do prefeito de Itarantim: “O amor de pai” que não paga o aluguel e a histeria dos revoltosos silenciados

Parece que a paternidade municipal em Itarantim anda enfrentando uma crise de identidade. Aquele que, até ontem, era ovacionado nas redes sociais como o “pai da cidade” — o grande provedor, o salvador da pátria — parece ter esquecido de colocar a mesada (salário) em dia. É fascinante observar como o amor paternal arrefece quando a conta bancária apresenta um déficit de 50%.
A turma que, com bandeira em punho, atacava a imprensa por qualquer vírgula contra a gestão, agora faz fila na porta da mesma redação. A ironia é um banquete que a gente serve frio, não é mesmo? É curioso ver os mesmos defensores fervorosos de ontem, hoje pedindo socorro porque o “pai” decidiu que metade do subsídio é o suficiente para garantir a subsistência do filho contratado.
E o que dizer do “card” oficial? Aquela peça gráfica brilhante anunciando salários na conta, uma verdadeira obra de ficção digital. A Prefeitura garante que pagou; os trabalhadores, com o extrato em mãos e a barriga roncando, garantem que não. É um conflito de realidades onde a gestão vive em uma Itarantim paralela, enquanto os contratados vivem a austeridade forçada.
O cenário financeiro, aliás, começa a dar sinais de fadiga dignos de um filme de catástrofe. Entre a ausência do décimo terceiro e o uso criativo dos precatórios — esses mesmos que deveriam ser sagrados para a educação — a gestão parece estar tentando tapar o sol com a peneira.
Para os contratados, fica a lição: chamar gestor de “pai” é um exercício romântico, mas, na hora de pagar o boleto, o parentesco acaba sendo um detalhe irrelevante no orçamento público. Seguimos aguardando os próximos capítulos, de preferência com menos “paternidade” e mais gestão.
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