Familiares de Jerre Adriane Silva Lisboa, de 38 anos de idade, assassinado na madrugada de sábado para domingo, 25 de abril, quebram o silêncio e falam com a reportagem do portal Crônicas de Itarantim, clamando por justiça pela morte, que ainda é um mistério e motivo de diversas especulações na cidade. A esposa, Karolaine Santos, e os irmãos, Luciano e Bia, resolveram falar com nossa reportagem
O crime, ocorrido dentro de uma empresa funerária, a Pax Perfeição, onde a vítima trabalhava, completa nove dias e chama a atenção pelo silêncio em torno da ação violenta ocorrida no espaço que antes havia especulação de que o crime tinha acontecido em via pública.
Nossa reportagem conversou com a esposa de Jerre, Karolaine Santos, 29 anos, que detalhou os momentos que antecederam a morte. Segundo ela, durante o sábado, 25, o casal conversou bastante por telefone sobre assuntos familiares e o planejamento da compra de um novo carro. À noite, Jerre teria recebido uma mensagem solicitando sua presença na funerária, onde trabalhava como plantonista, sob a justificativa de que um colega precisava viajar naquele momento.
A esposa relata que manteve contato com ele por telefone até certo horário, quando, já na madrugada, recebeu a triste notícia de que ele havia sido encontrado agonizando no local de trabalho com pancadas na cabeça e perfuração. O primeiro a ser avisado foi o irmão de Jerre, Luciano, por um funcionário da própria empresa que estava naquele dia no espaço, que compareceu à sua residência. Em seguida, a esposa foi comunicada.
Conforme o depoimento de Karolaine, a mensagem que atraiu Jerre ao local partiu de alguém que já estava na funerária. A apuração da nossa reportagem indica que, entre as pessoas presentes, estavam o filho do proprietário da empresa e o funcionário que notificou o irmão da vítima sobre o ocorrido.
Imagens de câmeras de monitoramento de residências vizinhas registraram o momento exato em que Jerre chega ao trabalho e, pouco depois, aparece ferido. O detalhe que intriga é que, a partir da chegada da vítima, as gravações não mostram a entrada de mais ninguém no local.
O caso vem causando estranheza e muitas especulações na cidade. Até o momento, a delegacia de polícia de Itarantim não se manifestou, e os familiares cobram providências urgentes para que o crime seja investigado e elucidado.
Na entrevista, os familiares afirmaram que planejam realizar um manifesto em dois pontos da cidade, cobrando justiça pela morte de Jerre, que deixa seis filhos e era considerado um homem trabalhador, sem histórico de envolvimento com ilícitos.
Nossa reportagem também buscou informações na empresa citada na matéria, a Pax Perfeição, fomos até sua sede em Itarantim, a gerente da empresa não se encontrava, estava um funcionário que nos informou que o assunto está sobre investigação da polícia e que não podia falar sobre detalhes. Aliás, este mesmo funcionário foi o que estava na noite do crime.
Pedimos também o contato da outra pessoa que estava na noite do crime, que seria o filho do dono da empresa, mas segundo o funcionário, o celular dele foi detido para perícia e investigação. Solicitamos o contato do proprietário da Pax que ele ficou de nos passar, mas até este momento que nossa redação fechou esta reportagem, o contato não foi enviado para nossa redação.
A Pax divulgou uma nota na semana passada, informando que está contribuindo com a justiça para que o crime seja desvendado e os responsáveis sejam punidos.
A reportagem em vídeo a seguir com os familiares de Jerre é sem corte, sem edição e você pode conferir tudo na íntegra: