Autoridades cobram de Bolsonaro postura como presidente sobre episódios de violência no Brasil

Autoridades condenaram a postura do presidente da república Jair Bolsonaro (PL) de não ter condenado com veemência os atos de violências que vêm acontecendo no país desde da polarização política entre seu governo e opositores. Para alguns políticos o presidente é o principal responsável pelos atos de violência que seus seguidores praticaram durante às campanhas para presidente de 2018 e agora 2022.
Em 2018 foi aqui na Bahia com Moa do Katendê onde um eleitor do presidente matou a facadas o mestre de capoeira por não concordar com a ideologia política do capoeirista. Em plena campanha de 2018 o então candidato à presidência da república, Bolsonaro, afirmou num comício no Acre, que petistas teriam que ser fuzilados, fazendo gesto com um pedestal como se fosse um fuzil.
O presidente amenizou a situação deste domingo (10) da morte do guarda municipal assassinado por um bolsonarista que invadiu sua casa quando comemorava seu aniversário com a temática Lula desferindo vários tiros.
Muitas autoridades condenaram a falta de sensibilidade do presidente com as famílias das vítimas e de não condenar o ato. Por ao contrário, o presidente fez acusações às ideologias de esquerdas afirmando que o histórico de violência quem carrega são os partidos de esquerda. Bolsonaro instiga nestas falas mais rivalidades e violências quando afirma sem nenhum dado pontual sobre práticas de ódios mortes causadas por intolerância política.
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) Adolfo Menezes disse:
“É lamentável a morte de Marcelo Arruda, assassinado por um bolsonarista quando comemorava seu aniversário de 50 anos em Foz do Iguaçu, no Paraná. E mais lamentável ainda é que o presidente Bolsonaro não tenha feito uma condenação enfática a mais este crime político — como foi o de Moa do Katendê, aqui, na Bahia, há quatro anos. O presidente da República deveria ser o fiador da paz social e o primeiro defensor da vida”, crítica o chefe do Legislativo estadual.
Menezes disse ainda que crimes por motivos políticos representam um retrocesso civilizacional do Brasil. “Estamos regredindo aos anos 1960-1970, quando registramos os últimos crimes políticos no Brasil. Não é concebível que normalizemos a morte de um rapaz que acabava de completar 50 anos, com esposa e quatro filhos, só porque escolheu uma opção política diferente da de outra pessoa. Onde está o Brasil cristão, ‘do amor ao próximo, de Deus acima de tudo?’”, questiona o presidente da ALBA, externando o seu pesar à família de Marcelo Arruda e à direção nacional do PT, na pessoa de sua presidente Gleisi Hoffmann.